A Guerra do Chapadão

1447 Palavras

O amanhecer nem havia tinha nascido direito quando o som das primeiras rajadas ecoou pelo Chapadão. Acordaram o morro inteiro — tiros secos, gritos, vidros estourando, o medo tomando conta como fumaça. A.S. levantou do colchão com o instinto de quem já dormia pronto pra guerra. Puxou o colete, travou o pente do fuzil e olhou pela janela. — Começou… — murmurou. Bela se assustou, o coração disparado. — A.S., o que tá acontecendo?! — Braga atacou. — ele respondeu, firme. — Tá tentando invadir pela parte de baixo. — E você vai descer lá?! — Eu sou o chefe, Bela. Se eu não for, todo mundo cai. — Ele se aproximou, segurando o rosto dela com as mãos firmes. — Fica aqui. Promete pra mim que não sai. Ela assentiu, engolindo o choro. — Só volta vivo. A.S. beijou a testa dela, puxou o fuzil

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