O som das sirenes cortava o amanhecer. O morro inteiro estava acordado, e a tensão podia ser sentida até no ar que pesava dentro da casa de A.S. Ele estava deitado no sofá, o braço enfaixado, o corpo coberto de suor frio. O ferimento do tiroteio ainda latejava, e a dor vinha em ondas. Bela estava ajoelhada ao lado dele, trocando a compressa. — Fica quieto, Alex, você tá sangrando de novo. — Eu não posso ficar deitado enquanto tem polícia cercando o morro — respondeu ele, tentando se levantar. — Se levantar agora, você vai cair morto! — retrucou ela, com a voz firme. — Deixa os caras resolverem lá fora. Ele olhou pra ela, com raiva e ternura misturadas. — Eu sou o A.S., Bela. Se eu não aparecer, eles perdem o respeito. Ela respirou fundo, encarando-o. — E de que adianta respeito se v

