O céu do Chapadão ainda estava carregado de nuvens pesadas, como se pressentisse o que viria. Bela caminhava entre as vielas, o coração acelerado e o olhar atento a cada sombra. Cada passo era medido; cada respiração, calculada. Ela sabia que Tainá rondava o morro, e Mauro não iria facilitar nada. Mas havia uma certeza que a mantinha firme: Alex precisava sair dali. E ela seria a responsável por isso. No canto mais isolado de uma viela, Bela encontrou Rato, que já esperava com um pequeno grupo de aliados de confiança do morro. Todos estavam armados e tensos, prontos para ouvir o plano que poderia custar suas vidas. — Beleza, mocinha, fala logo. — disse Rato, impaciente. — O chefe tá preso e o delegado não tá brincando. Qual é a ideia? Bela respirou fundo, tentando controlar a adrenalina

