Entre Grades e Silêncios

1357 Palavras

Havia um silêncio da cela era pesado, sufocante. Alex Silveira se encostou na parede fria, o ombro ainda latejando do ferimento m*l cuidado. Lá fora, os corredores ecoavam passos de guardas, o barulho de portas de metal e o chiado das fechaduras. Cada som parecia amplificado dentro da mente dele. Ele fechou os olhos, lembrando do toque de Bela, do cheiro de chuva misturado ao perfume dela, do calor do corpo dela encostado no dele naquele túnel infernal. Mas tudo agora estava distante, quase inacessível. — Vamos, levanta! — gritou um guarda, arremessando uma bandeja com comida fria. Alex apenas bufou, não levantando a cabeça. O guarda bateu com força na grade, fazendo-o recuar. — Eu não vou comer. — Não vai comer, não? — o homem riu, c***l. — Então fica aí apodrecendo. A.S. encarou o

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR