Betina Ferrarini Era sábado e acordei cedo, como de costume. Nem minha tia nem minha prima tinham levantado ainda. Aproveitei o silêncio da casa, vesti minha roupa de ginástica, peguei meus fones de ouvido, uma garrafinha de água e saí para caminhar até a praia. O dia estava perfeito, com a brisa leve e o cheiro de maresia. Enquanto caminhava pelo calçadão, distraída pela música e pela paisagem, tive uma visão que fez meu coração bater mais rápido. Rafael vinha correndo em minha direção, exalando energia e exibindo seu corpo atlético. Ele parecia ter saído de uma revista de esportes, com o cabelo bagunçado pelo vento e um sorriso fácil no rosto. Parei, esperando que ele se aproximasse. — Ui, gatinho, acorda cedo pra correr? — provoquei com um sorriso, tentando disfarçar o leve nervosi

