32 - Carla

1345 Palavras

Carla Narrando Acordei devagar, com aquela sensação estranha de não saber exatamente onde eu tava. O corpo pesado, a cabeça meio nublada, como se eu tivesse atravessado um sonho muito fundo. Virei o rosto e dei de cara com a Rafaela deitada do meu lado, me olhando em silêncio, como se tivesse medo de me acordar de vez. Quando nossos olhos se encontraram, ela sorriu de leve. — Como você tá? Abri a boca pra responder, mas antes disso olhei ao redor. O quarto não era o da minha tia. Não era o sofá da sala. Não era lugar nenhum que eu reconhecesse. As paredes eram claras, a cama grande demais, o cheiro diferente. Meu coração acelerou. — Onde a gente tá? — perguntei, a voz ainda fraca. Rafaela apoiou o cotovelo no colchão e respondeu tranquila, quase doce. — Na casa do teu pai. Pisquie

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