Diene Narrando Assim que cheguei do asfalto, ainda jogando a bolsa no sofá, meu celular tocou. Era a Adriele. Atendi achando que era mais uma das viagens dela, fofoca boba, dessas que ela inventa pra render assunto. — Amiga, preciso te contar um babado — ela falou toda elétrica. Revirei os olhos. — Fala logo ou vem aqui em casa. — Tô indo aí agora. Desligou antes mesmo de eu responder. Não deu nem dez minutos e ela já tava batendo palma no portão. Entrou afobada, nem sentou na sala. — Vem pro quarto. Aquilo já me deixou alerta. Quando Adriele quer privacidade, vem coisa. Sentamos na minha cama, ela cruzou as pernas, respirou fundo e soltou: — Amiga, o cão hoje tava no bar. — Tá, e daí? — respondi, sem muito interesse. — Com uma criança. Meu corpo travou na hora. — Criança co

