77 - Isadora

1241 Palavras

Isadora Narrando Depois que o Carlos saiu de casa, o silêncio ficou estranho, pesado demais. Não era aquele silêncio bom de madrugada, era um silêncio que incomodava, que não deixava a cabeça descansar. Eu deitei, virei pro lado, puxei o cobertor, fechei o olho, mas o sono não vinha de jeito nenhum. O relógio marcava que ainda ia dar quatro horas da manhã, e meu corpo tava exausto, mas a mente não desligava. O Miguel tava deitadinho perto de mim. Mesmo dormindo, eu senti. É instinto de mãe, não sei explicar. Passei a mão na testa dele e levei um susto. Ele tava quente demais. Meu coração acelerou na hora. Sentei na cama com cuidado pra não assustar ele e estiquei a mão até a gaveta pra pegar o termômetro. Coloquei embaixo do bracinho dele e fiquei ali, parada, olhando pro nada, rezando

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