75 - Cão

1256 Palavras

Cão de Raça Narrando Acordei no susto, com o celular vibrando embaixo do travesseiro. O quarto ainda tava escuro, o silêncio quebrado só pelo ronco do meu catoquinho, que roncava igual um tratozinho velho puxando pedra. O moleque ainda tava quente, febril, por isso mesmo eu e a Isadora não deixamos ele dormir sozinho. Tava espremido entre a gente, agarrado no lençol, respirando pesado. Peguei o celular com cuidado pra não acordar ninguém. O nome piscando na tela me deixou alerta na hora: Janine. Atendi na mesma hora, a voz ainda rouca de sono. — Fala, Janine. Do outro lado veio um choro embolado, desesperado. — Carlos, pelo amor de Deus. Meu corpo inteiro travou. Sentei devagar na cama, apoiando o pé no chão. — Calma. Respira. Fala comigo. — A Jane, ela ligou pra mim agora pouco

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