Cão de Raça Narrando Quando encostei a moto perto da creche, o vigia me viu de longe. Na mesma hora o corpo dele endureceu, os olho arregalou e os vapor que tavam comigo já ficaram em pé, ligeiros, mão perto da cintura. O maluco ia começar a gaguejar, eu já conheço. Levantei a mão, firme. — Suave. Fica quieto. Os moleque entenderam na hora. — Fica aí fora — falei baixo. — Ninguém armado entra em creche, pörra. Eles ficaram do outro lado da rua, atentos, postura de quem protege sem invadir. Eu atravessei o portão sozinho. Lá dentro era outro mundo. Nada de tensão, nada de medo. Só criança sendo criança. Fui andando devagar, olhando em volta, até escutar a música. Som ligado na sala, aquelas música infantil animada. Quando cheguei na porta, vi a cena que me desmontou todo. O catoquinh

