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O Traficante e a Filha do Delegado

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Sinopse

Sinopse Ayla sempre teve tudo o que o dinheiro podia comprar, menos amor e liberdade. Filha de um delegado rígido e autoritário, ela vive presa em um mundo de aparências, sufocada pelas regras e pelo medo constante de decepcionar o pai.Numa noite de rebeldia, ela decide fugir da rotina perfeita e vai a um racha com os amigos. Lá, seu destino cruza com o de Judá, o temido e respeitado dono do morro da Glória, um homem perigoso, de olhar intenso e presença impossível de ignorar.O que começa como uma simples troca de olhares vira um incêndio. Ayla se vê dividida entre o dever e o desejo, entre o certo e o proibido. E Judá, acostumado a dominar tudo e todos, descobre que pela primeira vez está diante de algo que não pode controlar: O amor.Mas quando o coração se envolve com o inimigo, o preço pode ser alto demais.

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01
Ayla narrando Meu nome é Ayla Feitosa, tenho dezenove anos e carrego no cabelo ruivo a fama de ser intensa, mesmo quando tento ser invisível. Sou magra, mas definida herança de uma genética que minha mãe chama de equilíbrio e meu pai chama de precisa comer mais. Mas eu me alimento bem, e faço academia. Treino bastante pra conseguir segurar a mente sã, no corpo são. Estudo Medicina e já sei, com uma certeza que dói no peito, que vou me especializar em cardiologia. Não foi uma decisão romântica, foi necessidade. Foi luto. Minha avó materna morreu por falta de atendimento de qualidade. Dizer isso assim, seco, parece injusto com o tamanho do vazio que ficou. Ela morava na Região dos Lagos, num lugar tão bonito que parecia mentira. Finais de semana lá eram regra: cheiro de café fresco, o vento vindo do mar, o toque cuidadoso de quem fazia questão de saber se você estava bem. Minha avó cuidava da família como quem cuida de uma casa em dia de chuva: fechava as janelas, conferia as portas, aquecia quem estivesse com frio. Quando ela partiu, eu entendi que cuidar também é lutar contra o descaso. E foi aí que a Medicina me escolheu, não o contrário. A família da minha mãe é o meu lugar seguro. Tem gente formada, gente simples, gente que erra, acerta e senta junto pra comer. Minha mãe é psicóloga, dessas que escutam com o corpo inteiro. Tem médico, advogado, engenheiro, fisioterapeuta, mas ninguém se acha melhor que ninguém. Eles se olham nos olhos. Eles se abraçam. Já a família do meu pai, é outra história. Eles se acham. Se acham muito. Títulos viram personalidade, cargos viram trono. A maioria é formada em Direito, ocupa lugares importantes, fala alto sobre moral enquanto mede o mundo com a régua do próprio sobrenome. É cansativo. E, de algum jeito, essa rigidez toda acabou morando dentro de casa. Sou filha única de um delegado. Ayrton Feitosa. Um homem Rígido, rígido é pouco. Meu pai é método, controle, regra. Meu celular tem rastreador. Tenho hora pra sair e hora pra voltar. Lista invisível de pessoas com quem posso ou não me relacionar. Minha vida é um relatório. Às vezes, um interrogatório. E eu… sou a prova que ele tenta proteger do mundo inteiro. Minha mãe tenta equilibrar a balança. Olívia: Ayla é jovem, amor. Precisa viver. Ayrton: Viver não é se expor. Ela me defende quando pode. Quando ele está de plantão, consigo esticar o horário, respirar um pouco além do permitido. Mesmo assim, o telefone toca. Ayrton: Já deu sua hora. Tá onde? Ayla: Voltando, pai. Sempre voltando. Sempre obedecendo. Eu amo meu pai. De verdade. Mas queria que ele me enxergasse além do medo. Que entendesse que juventude também é aprendizado. Que eu preciso sair, conhecer pessoas, errar um pouco, acertar por conta própria. Namorar, então… isso virou uma palavra proibida. Meu único namoro durou quatro meses. Filho de um amigo do meu pai. “Boa família”, disseram. Era um moleque escroto. Queria tudo, não respeitava nada. Eu não queria nada com ele, e isso foi o suficiente pra acabar. Desde então, mergulhei nos estudos como quem se agarra a uma boia em mar revolto. É o que me resta. Biblioteca, plantões, livros, metas. Foco. Às vezes, à noite, quando a casa fica silenciosa e a cidade parece suspirar, eu me pego rindo sozinha de um pensamento absurdo. E se um dia eu surtar? Imagino a fuga. Imagino a música alta, a luz cortando a noite, o corpo leve pela primeira vez. Um baile de favela. Eu, lá. Anônima. Livre. Meu pai me mataria. Só de pensar nisso eu rio, aquele riso que nasce nervoso e termina em coragem emprestada. Quem sabe um dia. Hoje, acordei cedo. Aula de anatomia cardiovascular. O coração sempre chama. Olivia: Dormiu bem? Ayla: Sonhei com a vovó. Ela sorri triste. Olivia: Ela ia se orgulhar de você. Meu pai aparece na cozinha, café na mão, olhar atento. Ayrton: Vai direto pra faculdade. Não é uma pergunta. Ayla: Vou. Ele me observa como se pudesse adivinhar pensamentos. Como se o perigo estivesse sempre a um passo de mim. No caminho, olho pela janela do carro e penso em como a cidade pulsa. Pessoas vivendo histórias que eu não conheço. Amores que começam em esquinas improváveis. Escolhas que não pedem autorização. Na faculdade, sou outra Ayla. Confiante. Aplicada. Respeitada. Rafaela: Você nasceu pra isso, sabia? Ayla: Pra salvar corações? Ela ri. Rafaela: Pra não desistir. Durante a aula, enquanto o professor fala sobre válvulas e artérias, lembro do rosto da minha avó. Do jeito que ela segurava minha mão. Do dia em que faltou atendimento, faltou cuidado, faltou tempo. Meu peito aperta, mas é um aperto que vira combustível. No intervalo, mensagens no celular. Rastreador silencioso. Presença constante. Pai (mensagem): Me avisa quando sair. Eu (mensagem): Aviso. Às vezes, me pergunto quem eu seria sem essas grades invisíveis. Não no sentido de rebeldia vazia, mas de identidade. Quem é a Ayla quando ninguém vigia? A ruiva dos livros? A neta da mulher mais carinhosa do mundo? A filha obediente? A futura cardiologista? Ou a menina que sonha, rindo sozinha, com uma noite em que ninguém manda voltar pra casa? Volto no fim do dia. Jantar em família. Conversas medidas. Olivia: Ela foi bem na prova. Ayla: Sempre vai bem. Ele confia no meu desempenho. Não confia no mundo. Antes de dormir, encaro meu reflexo no espelho. Vejo alguém jovem demais pra carregar tantos limites e determinada demais pra desistir. Eu não sei ainda como, nem quando, mas sei que vou encontrar meu próprio ritmo. Meu próprio espaço. Meu próprio amor. Se um dia eu surtar, talvez não seja fuga. Talvez seja encontro. E, quem sabe, esse dia esteja mais perto do que eu imagino. Eu acompanho algumas meninas nas redes sociais, elas vão para balada, para baile funk. Saí com os amigos, viajam. Eu viajo,uma vez por ano, mais com os meus pais. Eu só queria ser livre por 24 horas, só pra saber como é.

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