Víbora Narrando Ajoelhei no sofá, de frente pra ele. Aquele paü, já todo babado pela minha mão e pela vontade dele, pulsava na minha frente. Era um troféu, um monumento. Olhei pra cima, pra cara dele. Os olhos estavam escuros, vidrados em mim, a respiração pesada. Sorri, uma coisa de canto de boca, e abocanhei. Enfiei fundo, sem medo. A cabeça bateu no fundo da minha garganta e eu relaxei, engolindo. Um gemido profundo, brutal, saiu dele. — Êee, pørra… — ele rosnou, as mãos encontrando meu cabelo. Não dei tempo pra ele se acostumar. Comecei a trabalhar. Cabeça pra trás, pra frente. Fundo, devagar, depois rápido. A mão direita fechou na base, punhetandø no ritmo que a boca não conseguia acompanhar. A esquerda desceu, acariciando as bolas pesadas e apertadas dele. Massageei com os dedos,

