Capítulo 67 Mariana

1267 Palavras

Mariana Narrando Meu coração é um tambor descompassado martelando contra as costelas. O braço dele, pesado e quente, está uma âncora sobre meu corpo, a mão espalmada no meu estômago como um selo de posse. A respiração dele, que eu achava ser de sono, é pesada e carregada contra meu pescoço. Cada músculo do meu corpo está tenso, alerta, captando cada minúsculo movimento dele. Ele está acordado. E eu também. E o ar entre nós é elétrico, carregado de tudo o que não foi dito e de tudo o que quase aconteceu. Quando ele me virou, quando nossas testas se colaram e aquele beijo feroz e doente nos engoliu, alguma coisa dentro de mim desmontou. Eu tentei me segurar. Tentei racionalizar. “Isso não pode acontecer, Mariana. Não assim. Não com ele.” É o que eu repetia na minha cabeça, um mantra de sob

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