Mariana Narrando A provocação me atingiu. Puxou algo de mim que estava enterrado sob o medo e a confusão. Meu lado teimoso, o que sempre me fez estudar quando todo mundo queria festa, o que me fez acreditar em planejamento quando meu próprio pai vivia de golpes. — Minha mãe já dizia — falei, a voz saindo entrecortada, enquanto o dedo dele começava um movimento circular, devagar, hipnótico, diretamente no meu clitórïs. — Eu não sou todo mundo. Não tenho que ser como as outras. A minha vida… sempre foi regada a estudo. E a sonhos. Um deles… era que isso… aqui… fosse especial. A mão dele não parou. O movimento circular continuou, firme, insistente, enviando ondas de prazer tão intensas que minha visão ficou turva. Ele se inclinou e cobriu minha boca com a dele novamente, num beijo que era

