Capítulo 59 Magia

1502 Palavras

Magia Narrando Mano, a minha cabeça é um campo de batalha e o Guga acabou de declarar vitória. Sem cerimônia, sem pedir licença. E o pior — o melhor — é que eu deixei. Deixei e ainda incentivei. Tudo começou naquele corredor escuro, depois da minha provocação barata com o Roni. Eu sabia o que ia acontecer. Conheço o Guga desde que ele era um muleque magricela tentando impressionar o Sanga. Vi ele crescer, virar esse monumento de músculo e teimosia. E vi o jeito que ele olhava pra mim nos últimos anos. Não era mais o olhar de cria pra cria. Era coisa de homem. Coisa de fome. E hoje, quando eu encostei no Roni só pra cutucar a fera, o rosnado dele foi quase audível. No corredor, ele não pediu. Tomou. A mão no meu pescoço não foi pra machucar, foi pra marcar. Isso aqui é meu. E a boca… put

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