– Você veio – Arthur disse, assim que Elisa parou na frente dele. – Pois é – respondeu. Ele se levantou e ficou diante dela. Os dois se olharam em silêncio por alguns instantes, até que ele disse: – Vamos – andou em direção ao mar. – De que, exatamente? Arthur parou diante de uma canoa de fibra de vidro, dentro um par de remo. – Disso. Elisa olhou meio desconfiada. Não era tão pequena, mas parecia instável, do tipo que poderia virar em qualquer movimento errado. – É segura? Eu estou com minha bolsa aqui, meu celular está dentro. – Você está em boas mãos – ele sorriu e empurrou sozinho a canoa para a água. Quando ela já estava flutuando, mas ainda no raso, fez sinal para que Elisa subisse. – Tente se manter sempre no meio. – Onde eu sento? – No banco da frente. Com cuidado, ela

