Narrado por Elias O sol ainda nem havia subido por completo quando recebi o chamado. A mensagem chegou pelas mãos de um dos guardas da casa, que se aproximou em silêncio enquanto eu tomava meu café na varanda. A noite anterior ainda estava viva em mim. Aurora dormia no andar de cima, e o gosto do beijo dela, da entrega, ainda estava em minha pele. O jantar, a casa afastada, o riso dela... Tudo parecia um sonho do qual eu não queria acordar. Mas a realidade, como sempre, bateu à porta. E dessa vez, com a força do Conselho. — Estão te esperando na base, Senhor Navarro — disse o homem, entregando o bilhete marcado com o selo da máfia. Fechei os olhos por um instante. Suspirei. Sabia que esse momento chegaria. A máfia nunca dorme, e a obrigação de um Dom não acaba nem mesmo quando ele enc

