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924 Palavras

Narrado por Aurora O cheiro de café recém-passado se espalhava pela cozinha da mansão como uma lembrança morna de infância. O sol entrava suave pelas janelas altas, e pela primeira vez em semanas, eu senti paz. A mesa estava posta, com pães, frutas, queijos... tudo parecia cuidadosamente preparado. Ainda era cedo, mas eu já estava acordada desde que senti a ausência dele ao meu lado na cama. Elias havia saído sem me acordar. Isso não acontecia com frequência — na verdade, ele sempre fazia questão de me beijar a testa, segurar minha mão, me lembrar de que eu não estava sozinha. Mas naquela manhã, ele havia partido em silêncio. O som da porta se abrindo me fez erguer os olhos. Elias entrou. Vestia ainda o terno escuro da noite anterior, mas havia tirado a gravata. O cansaço marcava seu

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