Narrado por Elias O tempo passou depressa. Três meses depois daquela noite em que a trouxe de volta nos braços, Aurora já andava pelo jardim como se a dor nunca tivesse existido. Mas eu lembrava. Cada roxo. Cada ponto. Cada lágrima. E talvez por isso, eu não conseguia tirar os olhos dela nem por um segundo. Ela ria mais. Dormia mais. E chorava menos. E a barriga… ah, aquela barriga crescia como uma promessa silenciosa de um futuro diferente. De um Elias que, até pouco tempo atrás, eu não imaginava que existisse. O Elias que esperava o primeiro ultrassom morrendo de ansiedade. Que contava os dias pra sentir o primeiro chute. Que lia sobre gravidez escondido nos corredores da mansão. Matteo já tinha até tirado sarro: — Tu vai montar berçário ou arsenal, chefe? — Os dois. Porque quem e

