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713 Palavras

Narrado por Elias A propriedade de Dante surgia diante de nós como um tumor cravado na costa. Isolada, luxuosa, envolta por uma muralha de concreto e homens armados até os dentes. Ele acreditava que o alto do penhasco seria o seu escudo definitivo, mas para mim, era só o palco onde ele ia cair. Dentro do carro, o silêncio era absoluto. A tensão era densa, sufocante. Matteo estava ao meu lado, com os olhos grudados no tablet, analisando cada detalhe do mapa térmico da área. Ele passou os dedos sobre a tela e falou, sem desviar o olhar: — Oito nos telhados. Quatro no portão principal. Dois patrulhando a encosta leste. Movimento interno mínimo, parece tranquilo demais. — Ele levantou os olhos. — Nada indica tentativa de fuga. — Ele não vai fugir. — rosnei. — Ele quer que eu vá até lá. Que

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