Narrado por Elias Dante estava amarrado a uma cadeira de ferro no centro do galpão abandonado, o chão de concreto manchado com o sangue seco que já havia escorrido dele durante a viagem. As correntes presas nos pulsos e tornozelos faziam ranger o metal a cada pequeno movimento que ele ousava fazer. As luzes fluorescentes do teto oscilavam como se também quisessem se apagar diante do horror que estava prestes a acontecer. Eu caminhava em círculos lentos ao redor dele, cada passo pesado, carregado de uma fúria tão silenciosa quanto devastadora. Matteo estava encostado na parede oposta, os braços cruzados, a mandíbula travada. Dois dos nossos homens estavam de prontidão junto à mesa de aço inox com instrumentos bem organizados: alicates de diversos tamanhos, facas de precisão, fios de cobre

