Coloquei o smoking e ajeitei a gravata borboleta, ergui a mão e passei a mão na mandíbula e depois caminhei pelo escritório até a porta, caminhando pelo corredor até a sala de entranda e me aproximando do aparador, para pegar um doce quente. No real, não faria diferença sair hoje, fazia dois dias depois de toda última confusão, logo havia a cena de ontem de noite, com Ana Luiza no chão da entrada chorando sem parar, aquilo havia passado do patamar que eu pensava estar entrando. Eu só queria poder ficar em paz, mas era como se a paz tivesse evaporado, agora havia um problema em minhas mãos que eu não sabia nem por onde começar a cuidar. Ana Luiza era uma jovem, começando a vida com seus 22 anos de idade, era uma jovem aprendiz da vida que podia pegar pesado de uma forma descomunal. Eu s

