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Mixed Feelings

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Sinopse

Com a chegada da professora Lilian Carter os cenários principais da peça anual de teatro da escola são alterados. Os ex-melhores amigos Lauren Fernández e Peter Roux são obrigados a voltar a conviver um com outro afim de obterem boas notas na matéria ministrada por Lilian para um boletim excepcional que garanta vagas nas universidades desejadas. Agora, Lauren como Julieta e Peter como Romeu, é difícil esconder os sentimentos e os conflitos jamais esclarecidos do passado que fizeram com que dois melhores amigos se tornassem dois desconhecidos um para o outro. É preciso maturidade e seriedade para conseguir lidar com os conflitos gerados aos 14 anos e concilia-los aos novos e intensos dos 17 anos.

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Chapter 1
Lauren Fernández's POV Piso firme no piso branco recém enseirado do colégio, seguindo cautelosamente uma rota até o meu destino totalmente fixado na minha cabeça. Eu estou com raiva, é o meu estado natural de todas às vezes que alguém toca e prejudica a minha irmã. Observo ao longe a fumaça branca exalar-se atrás da grande árvore ornamental, com folhas verdes e um tronco impossível de se abraçar sozinho. Piso meus pés no piso de concreto, é uma escadaria de apenas cinco degraus. Eu desço e posteriormente retiro os meus sapatos vermelhos de salto, indo para o gramado e andando tão apressada quanto andei sobre o piso brilhoso. Dou a volta na árvore, observo o garoto loiro ler um livro de Física, parece estar lendo o melhor livro de todos. Há um maço de cigarro branco acesso entre os seus dedos na mão direita, ele o leva até a sua boca e suga para si a fumaça e posteriormente assopra a nicotina de forma lenta. Ele notou a minha presença, mas fingiu como se não notasse. – Ei, fumar é proibido nesse colégio. - eu o aviso, mesmo sabendo que ele está ciente disto. Ele não diz nada, apenas vira a página e continua lendo, me ignorando completamente. – Eu estou falando com você. - falo indignada.  Ele ergue seu olhar e me olha, em seguida, retira os óculos de grau e franze a testa e ergue suas bochechas fazendo com que seus olhos se tornem pequenos. Ele protege a sua retina de íris clara do sol forte que há atrás de mim. – Nunca foi falado absolutamente nada sobre cigarros. - lambe seus lábios. – E precisa? - pergunto esnobe. – Para mim sim. - após responder, o adolescente traga o cigarro mais uma vez e libera a fumaça por e entre os seus lábios e a sua narina. – Sabe o que isso faz com seu pulmão? - ergo meu queixo. – Sei, eu estudo, diferente de você, Fernández. - entreabro meus lábios. – Mas assim como estudo sobre fatos históricos, eu não dou a mínima. - há um leve sorriso irônico em seus lábios. – Patético. - eu o xingo baixinho. – Ouça. - peço com a voz elevada. Ele não me olha mais, encara seu livro. – Avise ao Eric que fique longe da Louise. - ergo meu queixo. Peter levanta seu rosto e franze a sua testa. – Seu irmão não é garoto para minha irmã. - sustento minha palavra. Peter fecha o seu livro, amassa o maço de cigarro no chão, em seguida apoia-se ao tronco amarronzado e se levanta limpando o jeans escuro da sua calça. – Diga isso para ele você mesma. - ele responde e vira-se, dando de costas para mim e caminhando para dentro do colégio. – Eu não me atreveria a trocar palavra com aquele garoto. - eu grito. Ele não para de andar e então eu decido segui-lo.  – Eu não estou nem aí para tudo isso. - sobe os degraus e finalmente adentra o colégio. Ele se vira e eu paro imediatamente, quase debatendo meu corpo contra o seu. – Eu não dou a mínima para o Eric e muito menos para a Louise. - após dizer isso, o sinal toca e então o garoto leva seus óculos de grau ao seu rosto e some em meio a multidão de alunos que se faz presente no corredor.     Me sento sobre a mesa localizada no centro do pátio da escola. As pessoas conversam animadas em seus grupos sociais e aquelas que não tem um, apenas se isolam com livros, celulares, computadores ou meros fones de ouvido conectado a um ipod que eu tenho certeza que não contém nenhuma música de qualidade. – Soube que Louie foi suspensa junto com Eric. - Kiara murmura, retirando-me da minha atenção do pessoal espalha dado no pátio. Ela está sobre a cadeira de frente para mim. – É, não entendo a Louie. - revelo, posteriormente solto um suspiro. – Eu quero dizer, o que ela viu nele? Ele é só mais um garoto babaca do segundo ano. - gesticulo com as mãos, aparentemente indignada.  – Ele tem belos olhos, um belo corpo, hum... Eu diria que ela viu muita coisa. - após dizer tais palavras com total malicia, Kiara gargalha. – Não seja rígida, Lauren. Louise e você tem apenas um ano de diferença, para de agir como se vocês tivessem trinta. – Eu só quero proteger ela de um futuro coração partido. - eu me explico. Abaixo a cabeça e encaro minhas unhas bem feitas coberta por um esmalte clarinho. – Eu sei, mas você sabe que não pode fazer isso, corações partidos é um processo natural da vida. - Jones afirma, ergo meus ombros. Eu não a respondo. Observo ao longe a irmã de Kiara, Klara, vir de braços cruzados com Vanessa. Elas conversam e dão risada de algo que eu não posso ouvir, logo atrás delas está David, diferente do que normalmente acontece, ele não está com o batalhão de gente que faz parte do time de basquete do colégio. Era apenas ele e a sua bola alaranjada, sua companheira inseparável. Sorrio para todos, mas em especial para ele. Kiara se vira e contempla do mesmo que eu. – Bom dia. - Klara diz, ela larga do braço de Vanessa e se senta ao meu lado sobre a mesa. Damos risada, Klara e Louise eram as únicas alunas do segundo ano que acompanhavam-nos onde quer que nós fossemos. – Eu acho que a Lauren precisa de um babador. - Vanessa brinca. As três dão risadas. David aproxima-se de mim e inclina seu corpo molhado, não por suor e sim por um recém banho tomado, ele beija meus lábios de leve e sorri sem tira-los do meu. – Eu posso ser seu babador. - sussurra. Minhas bochechas pegam fogo, eu sinto toda a extensão do meu rosto pegar fogo. – Oh, meu Deus, vocês são péssimos. - acuso-os. – Você ama a gente. - Vanessa os defende, faço careta para ela. Todos rimos. David senta-se ao lado de Kiara e deita sua cabeça na minha perna esquerda, seus cabeços me fazem leves cócegas, porém eu não o interrompo. – Então, quais os planos para o final de semana? - Klara pergunta, ela morde a maça de casca verdinha e mastiga educadamente de boca fechada. – Eu não sei. - respondo sincera. – Não tenho a menor ideia. - Kiara diz após ser encarada pela irmã. – Bem, eu tenho planos. - David diz, eu desvio o olhar para o mesmo, ele se levanta e com suas mãos ele abre as minhas pernas, não de maneira vulgar, mas de modo com que ele fique entre as minhas pernas. Seus dedos tocam o meu queixo e ele deixa beijos delicados nos meus lábios. – Eu tenho ótimos planos, mas somente eu e a minha namorada. - solto uma risada nasal, isso é típico dele. – Vocês me enojam. - Vanessa anuncia. – Não, sério mesmo, graças à Deus eu não comi meu almoço, eu colocaria ele para fora agora mesmo. - ela, Kiara e Klara fazem gestos indicando vômito. – Vocês são nojentas. - digo rindo, David me acompanha.  – Não, vocês são nojentos. - Kiara retruca. – A gente poderia ir no cinema. - Vanessa diz sem interesse algum na conversa, ela apenas lança um palpite. Faço careta, ela ri. – Fala sério, eu sou a pessoa mais clichê das saídas. – Eu concordo. - David concorda humorado. Ela mostra para ele o dedo do meio. – Eu vou falar com o pessoal e digo a vocês os planos. – Combinado. - Kiara diz, logo após, faz um toque que somente ela e ele sabem. O sinal toca indicando o final das aulas da sexta feira. Eu suspiro aliviada, apesar de ter tido o último horário vago, é fenomenal ser finalmente liberada da escola e do caos que ela normalmente é. Eu me levanto, me despedindo brevemente dos meus amigos e do meu namorado.  Entro no prédio da escola, os corredores já estão praticamente todos vazios, apenas o barulho dos meus sapatos ecoa o local. Aproximo-me do armário verde, recém pintado e toco o simples cadeado prateado, pacientemente eu coloco o código de acesso, sendo liberada segundo depois. Eu abro a porta e retiro rapidamente a minha mochila de dentro do pequeno espaço retângulo virado. Coloco a mochila presa pelas alças nos meus ombros, vasculho algumas folhas dentro do armário, mas não há do meu breve interesse. Toco novamente a porta e fecho a mesma, recebendo imediatamente um susto ao deparar-me com a imagem de Louie a minha frente, ela está séria e seus cabelos um pouco bagunçados. – Eu posso me explicar. - ela diz, suas mãos fecham-se nas alças da bolsa lilás que está sobre seus ombros. – Não foi culpa do Eric... Não somente dele. - completa. – Claro. - fecho o armário e começo a andar para a saída mais próxima. – Eric não faz devastações ou se agarra sozinho na biblioteca da escola. - não sou irônica, eu falo sério.  – Não e você não acha que é totalmente imprudente que eles nos suspendam por isso? - ela diz indignada, me segue insistente. – Estávamos apenas nos divertindo. - eu paro e olho para a garota centímetros mais baixa do que eu. – Está se ouvindo, Louise? - questiono, ela franze a testa e seu olhar murcha sobre o meu. – Vocês destruíram exemplares caríssimos e fizeram chacota da cara do diretor. Vocês terem sido suspensos foi o mínimo, agradeça por não ter sido expulsa. - ela umedece seus lábios e arrasta sua íris para o lado mais fino dos seus olhos. – É, eu noto a gravidade, mas... - ela limpa a garganta. – Não conte nada a mamãe, por favor. – Isso é ridículo, eles vão ligar. - ela n**a. – Não, eles falaram a você. Você assinou os termos de minha responsável. - reviro os olhos, me lembro bem de ter assinado. – Por favor, Sel. - sua voz é piedosa. – Ela vai me matar se souber. – Ah, mas isso vai mesmo. - digo autoritária. – Mas eu não direi. - ela sorri largo. – Mas não vou ajuda-la a inventar desculpas para não ir a escola por uma semana. Eu já estou farta de suas mentiras. - ela não se ofende, sabe que falo a verdade, então ela apenas concorda. – Vem, vamos embora.   Peter Roux's POV Jogo minha bolsa sobre o chão do meu quarto. A porta logo é fechada atrás de mim e então outra bolsa é jogada ao chão. Amélia aproxima-se da minha cama e se joga na mesma como se fosse seu lugar favorito no mundo. – Não bagunça minha cama, p***a. - xingo-a, ela não liga.  – Cala a sua boca. - a loira exige. Ela retira as sandálias dos seus pés sem nem ao menos toca-los com as mãos, sua calça jeans parece apertada e incomoda, mas ela não faz nada quanto a elas. – Ouça, vi você com a Lauren hoje. – Não, você viu Lauren me encher o saco hoje. - eu a corrijo. Parkinson senta-se na minha cama, há um sorriso sacana em seus lábios, o pior dos sorrisos. – Por acaso, você estava me vigiando? - questiono. Retiro a minha blusa branca, os tênis escuros, desabotoo a minha calça, mas não a retiro. – Não. - ela diz. Retiro meu celular do bolso da minha calça e coloco-o em cima da escrivaninha de frente para a minha cama. – Estava indo para o laboratório e vi vocês dois. Me fez lembrar de quando você era apaixonado por ela na sexta série. - ela gargalha. Eu a olho espantado. – Vai se f***r, Amélia. - digo sério, não estou bravo, mas não vejo graça em suas piadas. – Calma príncipe nórdico. - reviro os olhos. Ela puxa para si uma almofada e a coloca no seu colo. – O que ela queria? – Que eu falasse para Eric manter-se longe da Louise. - eu rio após minha fala, é patética. – Dá para acreditar que eu sou garoto de recados do Eric? - franzo a testa, ela gargalha. – Não. - diz. Eu abaixo a minha calça, ficando apenas de cueca em frente da garota, ela fecha seus olhos e esconde o rosto com as mãos. – Por Deus, Peter, quando vai parar de ficar somente de cueca na minha frente? - pergunta indignada, eu dou risada. – No dia que você aprender que o caminho depois do colégio de volta para a sua casa não é aqui. - respondo rude. Adentro o banheiro e fecho a porta ouvindo a gargalha da loira soar abafada. – NUNCA. - ela grita.

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