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O que Magnólia Não Disse

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Sinopse

​Sinopse: ​Pode o amor curar uma ferida que nem sequer tem voz?​Magnólia cresceu sob o peso do abandono. Deixada em uma igreja aos três anos, suas únicas heranças foram uma Bíblia de couro com seu nome rabiscado e um terço que ela apertava contra o peito. Criada nos muros impessoais do Orfanato Maria das Dores, ela aprendeu que confiar era perigoso e que o silêncio era sua única proteção.​Agora, aos 19 anos, Magnólia está finalmente do lado de fora, tentando construir uma vida comum enquanto é assombrada por sonhos de luzes de viaturas e sombras do passado. Ela não espera ser notada, até que seus passos cruzam com os de [Nome do Par Romântico], alguém que parece determinado a ouvir tudo o que ela nunca disse.​Enquanto ele a ajuda a desvendar o mistério por trás da Bíblia velha e do terço desbotado, Magnólia descobre que o caminho para a verdade é perigoso e cheio de segredos de família. No meio da busca por sua identidade, ela se depara com o maior desafio de todos: baixar a guarda e acreditar que merece ser amada, apesar de tudo o que lhe foi tirado.​Uma história sobre superação, os mistérios do destino e a descoberta de que o lar nem sempre é um lugar, mas alguém que segura sua mão quando o resto do mundo vai embora.

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As Cores do Breu e o Garoto de Verdes Olhos
​O mundo de Magnólia sempre foi feito de silêncios profundos e de texturas ásperas. ​Aos três anos de idade, a memória mais nítida que ela guardava não era um rosto, nem uma voz, mas o toque. O couro gasto e rachado daquela Bíblia velha, que ela apertava contra o peito enquanto estava sentada no último banco da igreja. Seus pés, minúsculos em meias brancas encardidas, balançavam sem tocar o chão, marcando o ritmo do silêncio que engolia o templo após o fim do culto. ​Entre os dedos pequenos, as contas de um terço desbotado passavam lentamente, como se ela contasse os segundos que a separavam do nada. O Pastor a encontrou assim. Não houve choro. Houve apenas o vazio. No interior da Bíblia, o nome MAGNÓLIA estava riscado com uma caligrafia trêmula, quase violenta, a única prova de que ela existia. ​Quando a polícia chegou, o mundo de Magnólia se transformou em uma sinfonia de cores frias e sons abafados, como um filme assistido por trás de um véu de chuva. ​A Cinematografia do Adeus ​Visto de fora, a cena era puramente cinematográfica. ​As luzes estroboscópicas da viatura — um azul elétrico e um vermelho agressivo — giravam freneticamente, pintando o rosto pálido da menina de cores que ela não entendia. A câmera lenta capturaria sua silhueta minúscula no banco de trás, emoldurada pelo vidro embaçado. Ela não olhava para o policial ao volante, que falava em códigos chiados pelo rádio, nem para a delegacia que se aproximava. Seus olhos estavam fixos no carpete sujo no chão do carro. ​Ela não falava. Ela apenas observava o breu ser cortado por aquelas luzes de emergência, uma metáfora visual do caos que se tornara sua vida. Aquela foi a última noite em que ela pertenceu a algum lugar imaginário, antes de ser entregue aos portões de ferro fundido do Orfanato Maria das Dores. ​A Promessa nos Olhos Verdes ​O orfanato era um lugar de sombras, mas foi ali que Magnólia encontrou a primeira luz. ​Nos primeiros dias, ela se escondia nos cantos, a Bíblia de couro sempre em mãos. Foi então que ele apareceu. Ele era magro, com os joelhos ralados e roupas que pareciam dois tamanhos maiores que seu corpo franzino. Mas foram os olhos que paralisaram Magnólia. Eram verdes. Um verde intenso, cor de mata fechada após a chuva, algo que não combinava com o cinza daquele lugar. ​Ele não tentou fazê-la falar. Ele apenas sentou ao lado dela, no chão frio do pátio, e tirou do bolso um carrinho de madeira esculpido à mão. ​— Eu sou o Jean - você pode escolher— disse ele, a voz baixa, mas firme. — E eu sei cuidar de segredos. ​Durante dois anos, ele foi o único som que Magnólia permitiu entrar em seu silêncio. Ele era a proteção dela contra a rigidez da Irmã Berenice. Ele era quem rabiscava desenhos de sóis e árvores nas páginas em branco do final da sua Bíblia, transformando a marca do abandono em algo novo. Ele era o garoto de olhos verdes que lhe prometeu, em uma tarde abafada, que eles fugiriam dali e encontrariam o lugar onde os nomes não eram riscados. ​Mas promessas de orfanato são frágeis. ​Em uma noite de tempestade, Magnólia acordou com o som do trovão. A cama ao lado da sua, onde ele dormia, estava vazia. Os lençóis estavam arrumados, como se ele nunca tivesse estado lá. Não houve despedida, nem explicação. O menino dos olhos verdes, que sabia cuidar de segredos, tornou-se o maior segredo de todos. Ele sumiu sem deixar rastro, levando consigo a primeira e única confiança que Magnólia já tivera. ​Até hoje, ela conseguia fechar os olhos e ver aquele verde intenso. ​Dezesseis Anos Depois ​O susto do despertador cortou o silêncio do quarto pequeno. ​Magnólia sentou-se na cama de sobressalto, o peito subindo e descendo com força, o suor frio colando os fios de cabelo na testa. Ela olhou para as mãos; não havia terço, não havia o carrinho de madeira. Apenas a luz pálida da manhã entrando pela fresta da cortina. ​O sonho fora real demais. As luzes azuis e vermelhas da viatura ainda dançavam por trás de suas pálpebras, e o fantasma dos olhos verdes ainda parecia observá-la do canto escuro do quarto. ​O calendário em cima da mesa não mentia. Hoje, Magnólia tinha 19 anos. Ela estava fora dos portões do Maria das Dores, mas percebeu, com um aperto no coração, que ainda estava presa naquele último banco de igreja, esperando por alguém que nunca voltaria. E, mais do que tudo, esperando entender por que a única pessoa que prometeu ficar foi a primeira a desaparecer.

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