Capítulo 133

1689 Palavras

Gabriel estava jogado na cama, o quarto iluminado apenas pela luz amarelada do abajur. O ventilador fazia um barulho constante, quase hipnótico, enquanto ele girava o celular entre os dedos, esperando a resposta do outro lado da linha. — Como tá o clima aí? — perguntou, a voz preguiçosa, mas atenta. — Seu pai já chegou? Do outro lado, Luna soltou um suspiro longo, quase um gemido de cansaço. — Não posso responder isso. Não saí do quarto desde que cheguei. — Houve uma pausa, seguida de outro suspiro. — Se eu esbarrar com a minha mãe, eu vou me estressar. E hoje eu realmente não tô afim. Gabriel sorriu de canto, encarando o teto. — Você tá trancada no quarto desde a tarde? — provocou. — A Luna que eu conheço não foge de briga. — Pois é… — ela respondeu, a voz mais baixa. — Eu não fugia

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