Luna sentiu a casa esvaziar de vez quando Ângela e Melissa se despediram às pressas, falando ao mesmo tempo sobre horários, encontros e mensagens não respondidas dos companheiros. Beijinhos rápidos, promessas vagas de “a gente se fala” e, em poucos minutos, o silêncio voltou a ocupar os corredores. Ela ainda ficou um tempo sentada à mesa, empurrando a comida com o garfo, sem muita vontade de continuar ali. A conversa do almoço ecoava na cabeça mais do que gostaria. Quando percebeu que os pais tinham se levantado, Aline indo para o quarto, Reinaldo falando algo ao telefone, pegou o celular e saiu sem dizer nada. O quintal a recebeu como sempre: amplo, verde, familiar demais para quem jurava que já tinha seguido em frente. Caminhou devagar até a árvore grande, aquela que sempre fora seu es

