Quando o sol já ameaçava nascer, Gabriel finalmente conseguiu pegar no sono. Dormiu pouco. Às sete e meia em ponto, o despertador tocou, alto demais para aquela noite curta. Ele se mexeu com cuidado, mas Luna resmungou imediatamente, se aninhando ainda mais no peito dele. — Bom dia, amor… — murmurou, a voz carregada de sono. — Bom dia, linda. — respondeu baixo, beijando sua testa antes de se levantar. Saiu da cama com cuidado e começou a procurar suas coisas. — Tem escova extra aqui? — perguntou, já abrindo a mochila. — Tem sim. — ela respondeu, ainda de olhos fechados, apontando vagamente. — Gaveta do armário do banheiro. Gabriel entrou no banheiro e começou a se arrumar em silêncio. Vestiu a camisa, abotoou com precisão quase exagerada. Luna observava da cama, apoiada no cotovelo,

