Capítulo 50

1916 Palavras

Ao chegar em casa, Luna fez de tudo para se mover como uma sombra. Os saltos m*l tocavam o mármore frio do corredor. O som abafado dos relógios antigos nas paredes parecia ecoar mais alto do que sua própria respiração. Não queria cruzar com a mãe, muito menos ouvir perguntas que sabia que viriam carregadas de julgamento e ironia. Seu coração ainda batia acelerado, e a sensação de nó no estômago a acompanhava a cada passo. Era impossível não se culpar: talvez, se fosse menos mimada, menos teimosa, as coisas não tivessem chegado àquele ponto. A pergunta martelava como uma voz insistente dentro de si: será que tudo era culpa minha? Sem rumo, atravessou a lateral da casa até o jardim. Não o jardim impecável da entrada, sempre cheio de flores cuidadas para impressionar visitas, mas um canto e

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