— Tchau. — Gabriel murmurou, ainda com o sorriso torto, antes de sair do quartinho. Deu um beijo rápido nela, daqueles que prometiam continuação, e ajeitou a camisa às pressas antes de abrir a porta. Luna ficou ali por mais alguns minutos, sentada no banco estreito, respirando fundo, tentando acalmar o coração que ainda batia acelerado demais. Olhou para o teto, depois para as próprias mãos, e deixou escapar um sorriso bobo. Quinze minutos. Os quinze minutos mais felizes e mais imprudentes dos últimos dias. Quando Gabriel entrou no escritório, Reinaldo levantou os olhos dos papéis quase imediatamente. — Aconteceu alguma coisa? — perguntou, observando-o se sentar à mesa do canto. — Não, nada. — Gabriel respondeu rápido demais. — Fui comer um lanche, só isso. — Evitou encará-lo. — Por qu

