Capítulo 123

2186 Palavras

Gabriel sabia onde encontrá-la. Luna era tão perfeitamente previsível. Ele saiu da casa com o coração disparado, um sorriso nervoso insistindo em aparecer apesar de tudo. Queria correr, queria chamá-la pelo nome, queria abraçá-la sem pedir permissão. Mas se conteve. Andou devagar, em silêncio, até o espaço do jardim que sempre fora deles, o banco sob a árvore, o canto meio escondido, o lugar onde conversavam quando eram jovens demais para entender o que sentiam. Vazio. — Mas que merda! — praguejou alto, passando a mão pelos cabelos. — Onde ela se enfiou? Deu mais uma volta pelo jardim, falando sozinho, o cenho franzido. Nada. O coração começou a bater diferente, uma pontada de culpa se misturando à ansiedade. Era ali que ela sempre ficava. Sempre. Parou no meio do imenso quintal e ol

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