— Só que a Luna não é uma opção — Gabriel falou, quase rindo de si mesmo. — Qual é, Ângela. Ela mora em outro país. Se passaram anos. — Saudades do Gabriel que só namorava quando tinha amor — retrucou, sem pena. — Porque eu duvido muito que você ame essa garota. Ele deu de ombros, mas o sorriso morreu no meio do caminho. — Aquele Gabriel ficou pra trás há anos. — Suspendeu o olhar por um segundo. — E, provavelmente, quem matou ele foi a Luna. — Exagero — Ângela bufou. — Eu quero ver quantos dias vai durar esse seu noivado se ela resolver ficar. Até a própria Juliana deve saber que está com os dias contados. — Não tem nada com dias contados. — Ele respondeu rápido demais. — Eu amo a Juliana. Ângela riu. Riu alto. Tão alto que algumas pessoas da mesa viraram o rosto curiosas. — Então

