O som apressado dos passos de Luna ecoou pelos degraus da escada, o cabelo ainda úmido e preso num coque frouxo, a mochila pendurada num ombro e o perfume leve preenchendo o ar. Na sala, Reinaldo e Aline ainda conversavam, ele sentado no sofá com o jornal dobrado sobre o colo, ela organizando papéis sobre a mesinha de centro com aquele ar que misturava irritação e controle. — Ainda tão falando da minha i********e? — Luna perguntou ao aparecer no último degrau, o tom provocante e um meio sorriso no canto da boca. Aline ergueu os olhos na hora. — Da sua falta de limites, você quer dizer. — Ah, mãe, não começa… — Luna desceu os últimos degraus, calçando os tênis. — Já ouvi sermão suficiente pra uma vida inteira hoje. Reinaldo, com o jornal em mãos, disfarçou um riso. — É que o assunto

