Capítulo 18

1097 Palavras

Luna começou a chorar sem sequer abrir os olhos. O medo era tanto que seus cílios grudados de lágrimas pareciam pesar uma tonelada. Não queria ver o que estava acontecendo, não queria encarar a realidade. Só reuniu coragem quando ouviu uma terceira voz ecoar no quarto, grave e firme, quebrando o silêncio sufocante. — Que susto, chefe. — Jacaré levou a mão ao peito, respirando fundo. — A ordem não era apagar esse marmanjo? — A ordem mudou. — respondeu o homem de voz grossa, entrando um passo mais na luz fraca que atravessava a cortina. — Falei com o coroa agora há pouco. Ele disse que pagou o dobro pra gente entregar o garoto vivo também. — O dobro? — os dois capangas arregalaram os olhos, quase em uníssono. Gabriel soltou o ar que estava preso nos pulmões. O peito subia e descia rápido

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