j**k acorda de repente em sua cama, no seu quarto. Ele sente o corpo inteiro doer, como se alguma coisa gigantesca o tivesse atropelado. Marlon estava no quarto e o encara, bastante preocupado, e j**k já pergunta na hora:
- O que aconteceu?
- Estamos em sérios apuros senhor…
Jack fica confuso, e ele se levanta e já vê na TV o que tinha acontecido:
"- Há algumas horas, durante uma das etapas eliminatórias so campeonato, o lutador Muralha de Titânio entrou em um estado de fúria repentino e cometeu de uma vez só quatorze assassinatos, sendo treze deles policiais e um deles sendo o oponente do Muralha de Titânio no ringue naquele momento, o rapaz chamado Henry Eddie Bowers."
Jack fica espantado e muito abalado ao ver isso, e Marlon olha pra ele e pergunta:
O que aconteceu lá? Por que fez isso?
Jack olha pra ele, e embora Marlon tenha dado uma recuada, j**k diz;
Eu juro, eu não sei o que aconteceu lá! Eu não sei o que me deu!
Marlon acena com a cabeça e diz:
É melhor descermos.
Hillary estava na sala, tentando atender uma pilha de chamadas de uma vez só, j**k e Marlon descem até ali, e Hillary quando vê j**k, o encara com muita preocupação.
- O'Que aconteceu lá j**k? - perguntou ela.
- Eu não sei, eu juro... Eu apenas senti meu corpo inteiro doer, e de repente eu saí do controle, depois disso não lembro de mais nada.
E alguém bate muito forte na porta da casa, e anuncia a presença:
- POLÍCIA FEDERAL!
Hillary, j**k e Marlon estavam ali em pé, em frente a porta, os três muito apreensivos, e Marlon diz que é melhor que os dois subam até o quarto e fiquem lá, mas j**k não o escuta, e vai até a porta e atende os policiais, quando ele abre a porta, ele vê o corredor inteiro ocupado com a tropa de choque.
- Sr Piwbrins. - cumprimenta um oficial.
- Senhores. Tenho certeza da razão porque estão aqui, e não vou oferecer resistência nenhuma.
- Ótimo então, vamos.
- Oficial. É meio complicado a situação aqui, e eu tenho direito que os senhores me ouçam antes de qualquer coisa.
- Sr Piwbrins, o'que aconteceu no ringue já foi o suficiente, não precisamos de mais provas.
- Se pararem pra me ouvir, garanto que isso pode fazer sentindo, e eu ainda posso conseguir provas.
Nessa hora Hillary e Marlon se entreolharam.
- Certo então, vamos resolver isso na delegacia.
E os policiais acompanharam j**k até a sede policial da cidade de Downtown, onde ele conversaria com o delegado. Chegando lá, ele foi recebido com gritos e xingamentos de todos os que estavam na rua, j**k não se lembrava exatamente do que havia acontecido no ringue, mas ele sabia que alguma coisa muito r**m havia acontecido.
Quando ele entrou, deu de cara com o delegado Histol, que o cumprimentou cordialmente, e o levou até uma sala de interrogatório.
- Então, vamos conversar. Sr Piwbrins, me foi dito que você tem provas da sua inocência, eu gostaria de vê-las, por favor.
- Sr Delegado, eu tenho total certeza de que colocaram alguma coisa estranha na minha água antes da partida começar, e isso me tirou do controle.
- Nós apreendemos a garrafa que o senhor usou, nós a examinamos.
- E então?
- Não existe nada além de água e sangue dos policiais nela.
Jack ficou um pouco abalado ao ouvir aquilo.
- Escute! Eu não sou um assassino, acredite! Tem sim alguma coisa errada naquela água, eu não estou ficando maluco!
- O mundo inteiro viu o que aconteceu lá, Sr Piwbrins, como espera explicar aquilo apenas dizendo que colocaram alguma coisa na água?
De repente a porta da sala do interrogatório foi aberta, e um agente entrou.
- É crime federal entrar numa sala de interrogatório enquanto está sendo usada. - afirmou o delegado Histol.
- Me perdoe delegado, mas tem alguém aqui querendo conversar com o senhor.
- Essa pessoa n******e esperar até o final?
- É o Sr Austin Piwbrins, delegado.
Tanto o delegado quanto j**k arregalaram os olhos ao ouvir isso.
- "Oque ele está fazendo aqui?!" - pensou j**k.
- Ele deseja ver o senhor e o sobrinho.
E os dois foram ao encontro dele. O Sr Austin Piwbrins era um homem de meia idade, por volta de uns 46 anos, mas já era bem grisalho, e ele sempre mantinha um bigode também grisalho, e andava super elegante com um terno cinza. O delegado Histol e ele se cumprimentam cordialmente.
- Eu diria que é sempre um prazer vê-lo senhor, mas precisava ser realmente no meio do meu interrogatório? - disse o delegado.
- Eu tenho como provar a inocência de j**k, por favor, deixe que ele venha comigo, pode vir junto com alguns oficiais se quiser, delegado. Ah e tragam a garrafa que j**k usou antes da luta também por favor.
Histol e o agente se entreolharam, e como se tratava de Austin Piwbrins, o homem mais poderoso do país, não existia um não como resposta.
Austin, Histol, j**k, e uma tropa de policiais foram até o Austin Tower, lá seria provado a inocência de j**k.
Assim que chegaram, sem muitas demoras, o Sr Austin colocou j**k em uma mesa de análises interiores, numa sala de pesquisa, uma máquina passou rapidamente por cima de j**k, e fez uma análise por todo o corpo dele, e quando terminou, um painel holográfico se abriu na frente de Histol e todos os oficiais.
- Que tecnologia de ponta! - exclamou Histol.
- Aqui está a prova senhores, vejam.
Austin estava mostrando no Painel uma gama de pontos vermelhos sobre o corpo de j**k.
- Senhores, como podem ver, ao longo do corpo do meu sobrinho, tem uma série de micro robôs, chamados de nanitas. Todos estão coordenados exatamente para controlar o cérebro e os músculos de j**k, e todos esses organismos cibernéticos são controlados a distância, oque causaria naturalmente, uma influência sobre quem estivesse controlando.
Histol e os oficiais se entreolharam, e após muito discutirem, chegaram a um acordo com o Sr Austin:
- Senhor, suas provas são plausíveis, por isso, não podemos prender o Muralha de Titânio ainda, porém, os senhores precisam provar quem foi o responsável, só assim seu sobrinho estará completamente inocente.
- É bom o suficiente, muito obrigado delegado. - agradeceu Austin.
E o delegado junto com os policiais se retiraram.
Então Austin se virou para j**k, que parecia estar tendo náuseas e pergunta:
- Como se sente?
- Você não perde a oportunidade de se mostrar não é? - j**k responde secamente.
- Eu acabei de salvar sua pele, um pouco de gratidão seria bom.
- Você não fez isso por mim tio, tem alguma coisa que você quer dessa situação, eu aposto.
Austin dá uma risada leve, puxa uma cadeira e senta em frente a j**k, que agora estava sentado na mesa.
- Quem te deu aquela garrafa? - interroga Austin.
- Foi um cara que se dizia da diretoria do Torneio.
Então Austin faz uma cara de preocupado, e põe a mão sobre a testa.
- Como você sabe dos nanitas tio?
- Somos nós que fabricamos isso.
- Então como isso é possível?
- É por isso que te trouxe aqui, precisamos descobrir. Os nanitas são tecnologia de última geração, ninguém no mundo além de nós fabrica esses tipos de coisa com exceção de nós, oque torna o caso ainda mais curioso.
- Ou ainda mais fácil de resolver. - uma voz feminina ecoa do fundo da sala.
Os dois viram, e avistam Evelline, ela parecia ter escutado toda a conversa.
- Ah não... - exclamou j**k, se deitando na mesa novamente.
- O que quer dizer exatamente, Eve? - perguntou Austin.
- Se apenas aqui isso é fabricado, logo significa que alguém daqui ou que tem acesso fez isso.
- Eu vou verificar o registro de todos os funcionários, deve ter alguma coisa que deixamos passar.
Austin sai dali, deixando apenas Evelline e j**k.
- Você está bem? - perguntou ela gentilmente.
Jack não responde, ao invés disso, se levanta e põe uma blusa que estava caída numa cadeira ao lado.
- Até quando vai continuar com isso j**k?
- Só quando minha imagem como assassino de pessoas sumir, aliás, você deve tá se divertindo com isso né? Basta eu ser acusado de assassinato novamente que você aparece repentinamente pra ver o estrago.
- Nunca tive nenhum prazer nisso nem intenção, eu só queria ver se você estava...
- Estou bem, obrigado. Agora se me dá licença.
E j**k dá as costas a ela e caminha em direção a porta.
Chegando na porta, ele se depara com uma multidão de jornalistas e paparazzis, mas ele os evita, entrando em um elevador logo ao lado e subindo ao 41° andar, entre os painéis de vidro, era possível ver o sol quase se pondo, era um fim de tarde até agradável considerando a situação. Ao chegar lá, as portas do elevador se abrem, e eis a surpresa, Willard estava ali, mexendo em alguma coisa que j**k não conseguia ver, pois tinha uma poltrona obstruindo a visão.
- Willard?
- Filho? - Ele se assusta e cobre imediatamente o que quer que estivesse mexendo.
- O que está fazendo aqui? O que é isso? - j**k questiona.
Ele também percebeu que Willard estava nervoso, e estranhou muito aquilo.
- N-Não é nada, preciso ir agora... só vim... fazer uma visita a Evelline.
E ele se virou para ir embora, mas j**k o segurou pela manga da blusa, e então a coisa que Willard carregava era uma maleta, que cai no chão e se abre, dentro havia rolos e mais rolos de dólares, junto com uma seringa cheia de sangue.
- Espera... O que é isso? De quem é esse sangue?
Mas Willard ameaça dar um soco, e j**k apenas o olha e ri, mas logo em seguida ele é atingido com um soco que o fez voar para o fundo da sala.
- Mas o'que...
Willard pula em cima de j**k e tenta esmagá-lo com um chute, mas j**k desvia, quando ele vira, vê que o golpe de seu pai havia aberto um buraco no chão.
Jack age rápido, e avança em direção ao seu pai, fazendo os dois rolarem no chão, e um tenta imobilizar o outro entre socos e chutes, mas j**k leva a melhor e dá uma chave de pernas no seu pai.
- Onde conseguiu essa força? - questiona ele.
Mas Willard não responde, e contra ataca, quebrando o piso e batendo um tijolo na cabeça de j**k, que mesmo assim não o solta, e aperta ainda mais forte.
- S-socorro... - j**k ouve uma voz fraca vindo de um quarto.
E ele fraqueja por um instante, e Willard se aproveita, monta em cima dele e se prepara para enterrar um soco com toda a força no rosto de j**k, mas é interrompido por uma aura azul que envolvia sua mão, e o atira para o canto da parede, então j**k aproveita a deixa, e enforca Willard, depois o atira para fora do prédio.
Quando ele se vira, ele e Evelline se encaram, depois os dois olham pela sacada, tentando ver onde Willard havia ido parar, mas não vêem nada.
Então os dois vão correndo até o quarto onde estavam pedindo por socorro, eles encontram Olinda e milhares de seringas pelo chão, algumas vazias e outras meio cheias de sangue, Olinda já estava pálida.
Rapidamente os dois a socorrem, j**k a pega no colo e a leva até o elevador, Evelline o segue.