Perda

1130 Palavras
j**k e Evelline correm com Olinda nos braços para a enfermaria do prédio, ela não aguentaria muito tempo porque perdeu muito sangue. - ALGUM MÉDICO! POR FAVOR! - gritava Evelline. E uma equipe de plantão apareceu com uma maca, na qual colocaram a madame Olinda e partiram imediatamente para a sala de transfusões, após os dois contarem oque tinha acontecido com ela. - Perdão Sr e Srta Piwbrins, sei que são filhos, porém precisaremos de espaço para cuidar dela. - explicou o enfermeiro chefe. - j**k, ainda precisamos ir atrás do Willard! - alertou Evelline. - Fique aqui com a mãe, vigiando, caso ele volte. Eu vou atrás dele. Os dois acenaram com a cabeça um pro outro, e j**k foi correndo para o outro lado do corredor. Ele corre a todo vapor, e então quebra um vidro do corredor, e passa a deslizar pelas extremidades do prédio, tentando visualizar alguma coisa do lado de fora, e consegue, Willard estava num estacionamento próximo, mancando e ferido, se preparando para entrar num carro. Jack dá um salto e vai com tudo sobre um telhado no térreo do prédio, dali, ele toma impulso e dá outro salto para alcançar o estacionamento. Ele estava ensandecido de raiva, e a cada segundo ficava mais próximo de Willard, que o mesmo percebeu que j**k o havia encontrado, e tenta dar partida o mais rápido o possível, e no último segundo ele consegue, e vai embora a toda velocidade com o carro. Jack então decide ir correndo atrás dele, sua estrutura física era mais acostumada com combates, mas com a adrenalina, a velocidade dele se equiparava a do carro. E uma perseguição frenética se inicia, Willard passava pelo tráfego da cidade, quase que desgovernado, enquanto j**k corria com tudo o'que tinha, e numa tentativa de parar o fugitivo, ele retira a porta de um carro e atira na direção dele, que desvia por pouco. Mas j**k não desiste, e continua correndo, desviando de todos os veículos na rodovia, enquanto Willard continuava correndo a toda velocidade, mas vendo que não iria adiantar, já que a cada segundo j**k ficava mais próximo dele, o fugitivo colocou o carro no piloto automático e sentou na janela, com um rifle na mão, pronto para tentar m***r j**k, ele dispara várias vezes, porém sem nenhum acerto. E a cada segundo que passava a situação ficava mais tensa, j**k estava se aproximando cada vez mais do veículo, tanto que já era quase possível encostar no carro, mas logo a frente estava a Golden Gate. Ele tentava agarrar o veículo de uma vez, porém, ainda precisava desviar das balas, e Willard vendo que não conseguiria se safar daquela tranquilamente, puxou um controle remoto e apertou o botão, o'que fez j**k travar e ir diminuindo a velocidade do seu corpo aos poucos. Mas aí a Golden Gate chegou, e j**k parou de correr, deixando Willard escapar. Jack caiu de joelhos no chão, e respirando devagar, ele não estava acostumado a falhar daquela forma. Mas ele teve uma ideia, e não perdeu muito tempo, voltou imediatamente até o Austin Tower. Jack foi diretamente até o escritório de seu tio Austin, no último andar do arranha céu, e assim que chega na sala dele, Austin já estava a sua espera e avisa imediatamente a j**k: - É melhor diminuir o ritmo rapaz... Não vai conseguir pegar o Willard, pelo menos não hoje. - Ele ainda está próximo, se nós corrermos ainda conseguimos alcançar... - Você ainda vai ter sua chance, mas por agora, tem uma coisa mais importante... E j**k se lembrou da sua mãe na enfermaria. - Como ela está? Ela está bem? Onde ela está? - ele começou a ficar desesperado. - j**k, acalme-se... - ONDE ELA ESTÁ? - Ainda na enfermaria, lá embaixo, ela quer falar com você... E ele não perdeu tempo, e já desceu pulando pelo vão do elevador até o andar da enfermeira. Chegando lá, ele desesperadamente pergunta por ela aos médicos que estavam na recepção, e um deles o encaminha até o leito de sua mãe. Se aproximando do quarto, era possível ouvir um choro bem abafado, quando j**k chega ao quarto, ele vê Evelline agarrada a sua mãe, e chorando muito, ele se desespera e se aproxima de sua mãe, madame Olinda pede para que ele se sente ao lado dela, e assim ele faz, com os olhos inundados por lágrimas. - Jack... Que bom que você veio... - madame Olinda falava bem baixo e devagar. - Eu sempre estive aqui mãe... Sempre... - Eu sei meu filho, eu sei... E ela se ajeita sobre a cama, e Evelline se afasta um pouco. - Doutor, qual a situação dela? - j**k pergunta ao médico que estava de plantão no quarto. - Senhor Piwbrins, fizemos o melhor que podíamos... Usamos tecnologia de ponta, chamamos os melhores médicos da cidade, demos os melhores medicamentos e os mais efetivos, acompanhamos o processo dela de perto e constantemente... Mas nada disso adiantou, infelizmente. Olinda segura a mão de j**k e com a outra mão segura a de Evelline. - Ouçam, meus filhos... Estou tendo a maior alegria de todas... Vendo vocês dois aqui, unidos, mesmo que seja no meu leito de morte. - Não, mãe, por favor... - Evelline implorava - não faça isso... Como vamos viver sem você? - Vocês não precisam de mim, nunca precisaram, vocês são boas pessoas. Jack chorava amargamente, enquanto ouvia sua mãe falar. - Eu quero... Só pedir mais uma coisa... - Qualquer coisa mãe - disseram os dois irmãos em uníssono. - Fiquem... unidos. E então ela abriu um sorriso para os dois. - Eu odiaria... saber... que meus dois filhos... continuam brigando... mesmo após a minha partida. Jack e Evelline se entreolharam. E como últimas palavras, ela disse: - Fiquem bem, meus filhos... E um momento de silêncio se instalou, com apenas o ritmo dos batimentos do coração diminuindo no cardiograma. Evelline se desmanchou em lágrimas, enquanto abraçava o corpo frio de sua mãe, enquanto j**k estava em estado de choque, ele nem conseguia chorar mais, apenas ficou estático. O médico tocou em seu ombro, tentando consolá-lo, mas em seguida ele levantou e saiu do quarto, deixando a enfermaria e indo direto para o escritório de seu tio, no último andar. Jack corria a toda velocidade, e quando chegou, seu tio estava olhando a cidade pela janela, e assim que percebeu a presença de seu sobrinho, ele se virou. - Como faço para acabar com Willard? - Sabe, não existe dinheiro no mundo que traga alguém que amamos de volta a vida... se fosse assim, minha filha ainda estaria aqui... - disse Austin, em solidariedade. - Quero a localização dele! - j**k insistiu. - Antes, sente-se aí, rapaz. Temos que conversar. - Austin ordenou.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR