j**k e Evelline correm com Olinda nos braços para a enfermaria do prédio, ela não aguentaria muito tempo porque perdeu muito sangue.
- ALGUM MÉDICO! POR FAVOR! - gritava Evelline.
E uma equipe de plantão apareceu com uma maca, na qual colocaram a madame Olinda e partiram imediatamente para a sala de transfusões, após os dois contarem oque tinha acontecido com ela.
- Perdão Sr e Srta Piwbrins, sei que são filhos, porém precisaremos de espaço para cuidar dela. - explicou o enfermeiro chefe.
- j**k, ainda precisamos ir atrás do Willard! - alertou Evelline.
- Fique aqui com a mãe, vigiando, caso ele volte. Eu vou atrás dele.
Os dois acenaram com a cabeça um pro outro, e j**k foi correndo para o outro lado do corredor.
Ele corre a todo vapor, e então quebra um vidro do corredor, e passa a deslizar pelas extremidades do prédio, tentando visualizar alguma coisa do lado de fora, e consegue, Willard estava num estacionamento próximo, mancando e ferido, se preparando para entrar num carro.
Jack dá um salto e vai com tudo sobre um telhado no térreo do prédio, dali, ele toma impulso e dá outro salto para alcançar o estacionamento. Ele estava ensandecido de raiva, e a cada segundo ficava mais próximo de Willard, que o mesmo percebeu que j**k o havia encontrado, e tenta dar partida o mais rápido o possível, e no último segundo ele consegue, e vai embora a toda velocidade com o carro.
Jack então decide ir correndo atrás dele, sua estrutura física era mais acostumada com combates, mas com a adrenalina, a velocidade dele se equiparava a do carro.
E uma perseguição frenética se inicia, Willard passava pelo tráfego da cidade, quase que desgovernado, enquanto j**k corria com tudo o'que tinha, e numa tentativa de parar o fugitivo, ele retira a porta de um carro e atira na direção dele, que desvia por pouco. Mas j**k não desiste, e continua correndo, desviando de todos os veículos na rodovia, enquanto Willard continuava correndo a toda velocidade, mas vendo que não iria adiantar, já que a cada segundo j**k ficava mais próximo dele, o fugitivo colocou o carro no piloto automático e sentou na janela, com um rifle na mão, pronto para tentar m***r j**k, ele dispara várias vezes, porém sem nenhum acerto. E a cada segundo que passava a situação ficava mais tensa, j**k estava se aproximando cada vez mais do veículo, tanto que já era quase possível encostar no carro, mas logo a frente estava a Golden Gate. Ele tentava agarrar o veículo de uma vez, porém, ainda precisava desviar das balas, e Willard vendo que não conseguiria se safar daquela tranquilamente, puxou um controle remoto e apertou o botão, o'que fez j**k travar e ir diminuindo a velocidade do seu corpo aos poucos.
Mas aí a Golden Gate chegou, e j**k parou de correr, deixando Willard escapar.
Jack caiu de joelhos no chão, e respirando devagar, ele não estava acostumado a falhar daquela forma.
Mas ele teve uma ideia, e não perdeu muito tempo, voltou imediatamente até o Austin Tower.
Jack foi diretamente até o escritório de seu tio Austin, no último andar do arranha céu, e assim que chega na sala dele, Austin já estava a sua espera e avisa imediatamente a j**k:
- É melhor diminuir o ritmo rapaz... Não vai conseguir pegar o Willard, pelo menos não hoje.
- Ele ainda está próximo, se nós corrermos ainda conseguimos alcançar...
- Você ainda vai ter sua chance, mas por agora, tem uma coisa mais importante...
E j**k se lembrou da sua mãe na enfermaria.
- Como ela está? Ela está bem? Onde ela está? - ele começou a ficar desesperado.
- j**k, acalme-se...
- ONDE ELA ESTÁ?
- Ainda na enfermaria, lá embaixo, ela quer falar com você...
E ele não perdeu tempo, e já desceu pulando pelo vão do elevador até o andar da enfermeira.
Chegando lá, ele desesperadamente pergunta por ela aos médicos que estavam na recepção, e um deles o encaminha até o leito de sua mãe. Se aproximando do quarto, era possível ouvir um choro bem abafado, quando j**k chega ao quarto, ele vê Evelline agarrada a sua mãe, e chorando muito, ele se desespera e se aproxima de sua mãe, madame Olinda pede para que ele se sente ao lado dela, e assim ele faz, com os olhos inundados por lágrimas.
- Jack... Que bom que você veio... - madame Olinda falava bem baixo e devagar.
- Eu sempre estive aqui mãe... Sempre...
- Eu sei meu filho, eu sei...
E ela se ajeita sobre a cama, e Evelline se afasta um pouco.
- Doutor, qual a situação dela? - j**k pergunta ao médico que estava de plantão no quarto.
- Senhor Piwbrins, fizemos o melhor que podíamos... Usamos tecnologia de ponta, chamamos os melhores médicos da cidade, demos os melhores medicamentos e os mais efetivos, acompanhamos o processo dela de perto e constantemente... Mas nada disso adiantou, infelizmente.
Olinda segura a mão de j**k e com a outra mão segura a de Evelline.
- Ouçam, meus filhos... Estou tendo a maior alegria de todas... Vendo vocês dois aqui, unidos, mesmo que seja no meu leito de morte.
- Não, mãe, por favor... - Evelline implorava - não faça isso... Como vamos viver sem você?
- Vocês não precisam de mim, nunca precisaram, vocês são boas pessoas.
Jack chorava amargamente, enquanto ouvia sua mãe falar.
- Eu quero... Só pedir mais uma coisa...
- Qualquer coisa mãe - disseram os dois irmãos em uníssono.
- Fiquem... unidos.
E então ela abriu um sorriso para os dois.
- Eu odiaria... saber... que meus dois filhos... continuam brigando... mesmo após a minha partida.
Jack e Evelline se entreolharam. E como últimas palavras, ela disse:
- Fiquem bem, meus filhos...
E um momento de silêncio se instalou, com apenas o ritmo dos batimentos do coração diminuindo no cardiograma.
Evelline se desmanchou em lágrimas, enquanto abraçava o corpo frio de sua mãe, enquanto j**k estava em estado de choque, ele nem conseguia chorar mais, apenas ficou estático. O médico tocou em seu ombro, tentando consolá-lo, mas em seguida ele levantou e saiu do quarto, deixando a enfermaria e indo direto para o escritório de seu tio, no último andar.
Jack corria a toda velocidade, e quando chegou, seu tio estava olhando a cidade pela janela, e assim que percebeu a presença de seu sobrinho, ele se virou.
- Como faço para acabar com Willard?
- Sabe, não existe dinheiro no mundo que traga alguém que amamos de volta a vida... se fosse assim, minha filha ainda estaria aqui... - disse Austin, em solidariedade.
- Quero a localização dele! - j**k insistiu.
- Antes, sente-se aí, rapaz. Temos que conversar. - Austin ordenou.