Dever

1162 Palavras
Austin passou uma xícara de chá calmante para j**k, oque fez o jovem se tranquilizar um pouco. - Não vou mentir meu jovem, eu não gostaria de estar na sua pele... a responsabilidade que carregamos por causa do nosso nome é muito grande, e isso nos torna alvos grandes às vezes. - Você vai me dar lição de moral agora? - Vou, vou sim, j**k. Porque é tudo sua culpa. - Austin falava alto agora. Jack o olhou com raiva. - Sua mãe morreu de desgosto, vendo seus dois filhos brigando! E ainda um deles estava todo convencido de si, a deixando de lado. - EU NÃO ABANDONEI MINHA MÃE! FOI EVELLINE QUE ME ACUSOU NAQUELA ÉPOCA! - Mas ainda sim Evelline quis ir atrás e mudar as coisas, enquanto você continua remoendo o passado! E j**k quebra a xícara que estava nas suas mãos e se põe de pé encarando seu tio. - Vai me m***r também, j**k? Vai em frente, já temos um enterro marcado de qualquer jeito. As afrontas de Austin doíam mais em j**k do que qualquer soco que ele já havia tomado antes. - O'Que você quer de mim? - j**k recuou. - A pergunta certa é, o'que você quer pra si mesmo? E j**k não respondeu nada. Austin recuperou o fôlego e deu uma volta pela sala, depois se sentou sobre sua mesa, estando frente a frente com j**k agora. - Você com certeza já ouviu falar no nome Armstrong, não é? E j**k ergueu a cabeça. - É claro que já, pelo visto. E Austin puxou um tablet de uma gaveta, e colocou em frente a j**k. - Vou contar pra você uma pequena história, mas que muda tudo. E j**k fingiu não lhe dar atenção. - Os Piwbrins, jamais existiram. Nós não nos chamamos assim, o verdadeiro nome de nossa família é Armstrong, eu, você, sua irmã, seus parentes. Todos somos Armstrong. - Mas como isso... - j**k foi interrompido. - Minha mãe, sua avó, ela escondeu a verdade... para nos proteger. Jack estava indignado. - Vou te explicar melhor do que se trata tudo isso, os Armstrong são uma família legendária, cada um que herda seu sangue, é abençoado com super poderes. Mas isso mudou com o passar do tempo, é notório que sua irmã e você desenvolveram habilidades, mas o resto de nós não, porque nosso sangue foi misturado com outros com o passar do tempo, no momento, apenas sua irmã e você tem tais habilidades. - Por que ela faria isso? - perguntou j**k, confuso. - Quem? - Porque minha vó mentiria? - Em primeiro lugar, mentir não é o termo certo, e em segundo, conforme eu disse, o nome da nossa família tem peso, e por isso somos alvos às vezes. Por algumas razões, praticamente todos os Armstrongs com habilidades foram extintos, incluindo a sua avó, e provavelmente, para poupar você e sua irmã, ela mudou seus nomes para Piwbrins, sendo uma cortina de fumaça. - Minha mãe sabia disso? - Infelizmente não sei te dizer... Mas é provável que sim. Eu próprio descobri isso recentemente. - Evelline sabia... - Foi ela quem me deu essa dica, ela ainda tentou te avisar... Jack colocou as mãos sobre o rosto e bufando muito forte, ele falou: - O que eu faço agora? - Está na hora de assumir a responsabilidade, j**k, parar de se esconder atrás de mágoas, e lutar pelo oque realmente interessa. Jack ficou reflexivo por um instante. - Como eu faço isso? E Austin deu um sorriso. - Venha comigo. E os dois foram a um laboratório no térreo, o mesmo onde j**k havia sido analisado a um tempo atrás. E Austin o levou até a mesma mesa onde ele deitou para ser analisado. - Veja isso. E Austin abriu um painel, com a mesma análise dos nanitas que ele havia feito antes. - O que tem demais? - Os nanitas são mini robôs extremamente calculistas e precisos, eles são capazes de controlar até o sistema nervoso de um ser vivo, que foi o que aconteceu com você no torneio. - Mas oque tem isso? - Enquanto perseguia Willard, seus nanitas piscaram como árvores de natal, e de alguma forma, eles se fundiram a você. Por isso Willard não conseguiu te tirar do controle quando ele tentou ativá-los enquanto o perseguia. Jack teve a breve lembrança do momento em que Willard puxa aquele controle remoto e aperta o botão. - Ao invés de te alterarem como da primeira vez, eles se tornaram parte de você, e quando te travaram, foi como a primeira reação em cadeia, como se estivesse tirando a poeira de um carro velho, pra na próxima dar a partida. Isso acabou servindo a ele na hora, mas agora vai servir melhor a nós. - Então, quer dizer que se ele tivesse ativado mais uma vez eu... - Teria ficado super poderoso, até aumentando sua estatura e força também. j**k, você tem uma incrível habilidade de regeneração e adaptação celular, por isso você nunca fica doente ou praticamente nada te abala, suas células simplesmente superam qualquer tipo de male. - Isso seria meu "super poder Armstrong"? - Os Armstrong são uma família de heróis, não, vai muito além disso. Além do fato dos nanitas terem aceitado seu organismo, o'que por si só já é incrível, você ainda pode manipular sua força interior livremente com a ajuda deles, aumentando sua estatura e força, fora a sua super resistência e durabilidade. Sem contar também a incrível capacidade de adaptação celular, o que o torna imune a praticamente tudo. - Por que está me dizendo tudo isso? - j**k parecia desanimado. - Porque é sua responsabilidade j**k, de salvar essa família e vingar sua mãe. Nessa hora j**k o encarou firmemente. - É isso o'que Margareth esperava de você, pare Willard, se torne um herói. Seu pai foi o responsável por todos os desvios e ações, pela morte de várias pessoas incluindo a da sua mãe, ele foi o responsável por injetar os nanitas no seu corpo, ele é o responsável por diversas crises estatais. - Onde eu encontro ele? - Agora sim, você está começando a entender não é? - Vou pôr um fim nessa história de uma vez por todas... pela minha mãe, e todas as vítimas. Austin deu um sorriso. - Sendo assim, pegue isso. E uma parede se abriu ao lado, dentro dela havia um equipamento. - O que é isso? - Por enquanto é apenas um protótipo, um equipamento que desenvolvemos que duplica sua força. O equipamento era um colete de titânio com braceletes e luvas. - Pegue isso j**k, e use com sabedoria, por ainda ser um protótipo, pode apresentar algumas falhas, mas nada que comprometa a sua vida. - Pode deixar. - Também já está padronizado com a localização de Willard. E um funcionário entra na sala: - Sr Piwbrins, seu helicóptero já está pronto. - É Sr Armstrong agora, muito obrigado.
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