Austin passou uma xícara de chá calmante para j**k, oque fez o jovem se tranquilizar um pouco.
- Não vou mentir meu jovem, eu não gostaria de estar na sua pele... a responsabilidade que carregamos por causa do nosso nome é muito grande, e isso nos torna alvos grandes às vezes.
- Você vai me dar lição de moral agora?
- Vou, vou sim, j**k. Porque é tudo sua culpa. - Austin falava alto agora.
Jack o olhou com raiva.
- Sua mãe morreu de desgosto, vendo seus dois filhos brigando! E ainda um deles estava todo convencido de si, a deixando de lado.
- EU NÃO ABANDONEI MINHA MÃE! FOI EVELLINE QUE ME ACUSOU NAQUELA ÉPOCA!
- Mas ainda sim Evelline quis ir atrás e mudar as coisas, enquanto você continua remoendo o passado!
E j**k quebra a xícara que estava nas suas mãos e se põe de pé encarando seu tio.
- Vai me m***r também, j**k? Vai em frente, já temos um enterro marcado de qualquer jeito.
As afrontas de Austin doíam mais em j**k do que qualquer soco que ele já havia tomado antes.
- O'Que você quer de mim? - j**k recuou.
- A pergunta certa é, o'que você quer pra si mesmo?
E j**k não respondeu nada.
Austin recuperou o fôlego e deu uma volta pela sala, depois se sentou sobre sua mesa, estando frente a frente com j**k agora.
- Você com certeza já ouviu falar no nome Armstrong, não é?
E j**k ergueu a cabeça.
- É claro que já, pelo visto.
E Austin puxou um tablet de uma gaveta, e colocou em frente a j**k.
- Vou contar pra você uma pequena história, mas que muda tudo.
E j**k fingiu não lhe dar atenção.
- Os Piwbrins, jamais existiram. Nós não nos chamamos assim, o verdadeiro nome de nossa família é Armstrong, eu, você, sua irmã, seus parentes. Todos somos Armstrong.
- Mas como isso... - j**k foi interrompido.
- Minha mãe, sua avó, ela escondeu a verdade... para nos proteger.
Jack estava indignado.
- Vou te explicar melhor do que se trata tudo isso, os Armstrong são uma família legendária, cada um que herda seu sangue, é abençoado com super poderes. Mas isso mudou com o passar do tempo, é notório que sua irmã e você desenvolveram habilidades, mas o resto de nós não, porque nosso sangue foi misturado com outros com o passar do tempo, no momento, apenas sua irmã e você tem tais habilidades.
- Por que ela faria isso? - perguntou j**k, confuso.
- Quem?
- Porque minha vó mentiria?
- Em primeiro lugar, mentir não é o termo certo, e em segundo, conforme eu disse, o nome da nossa família tem peso, e por isso somos alvos às vezes. Por algumas razões, praticamente todos os Armstrongs com habilidades foram extintos, incluindo a sua avó, e provavelmente, para poupar você e sua irmã, ela mudou seus nomes para Piwbrins, sendo uma cortina de fumaça.
- Minha mãe sabia disso?
- Infelizmente não sei te dizer... Mas é provável que sim. Eu próprio descobri isso recentemente.
- Evelline sabia...
- Foi ela quem me deu essa dica, ela ainda tentou te avisar...
Jack colocou as mãos sobre o rosto e bufando muito forte, ele falou:
- O que eu faço agora?
- Está na hora de assumir a responsabilidade, j**k, parar de se esconder atrás de mágoas, e lutar pelo oque realmente interessa.
Jack ficou reflexivo por um instante.
- Como eu faço isso?
E Austin deu um sorriso.
- Venha comigo.
E os dois foram a um laboratório no térreo, o mesmo onde j**k havia sido analisado a um tempo atrás. E Austin o levou até a mesma mesa onde ele deitou para ser analisado.
- Veja isso.
E Austin abriu um painel, com a mesma análise dos nanitas que ele havia feito antes.
- O que tem demais?
- Os nanitas são mini robôs extremamente calculistas e precisos, eles são capazes de controlar até o sistema nervoso de um ser vivo, que foi o que aconteceu com você no torneio.
- Mas oque tem isso?
- Enquanto perseguia Willard, seus nanitas piscaram como árvores de natal, e de alguma forma, eles se fundiram a você. Por isso Willard não conseguiu te tirar do controle quando ele tentou ativá-los enquanto o perseguia.
Jack teve a breve lembrança do momento em que Willard puxa aquele controle remoto e aperta o botão.
- Ao invés de te alterarem como da primeira vez, eles se tornaram parte de você, e quando te travaram, foi como a primeira reação em cadeia, como se estivesse tirando a poeira de um carro velho, pra na próxima dar a partida. Isso acabou servindo a ele na hora, mas agora vai servir melhor a nós.
- Então, quer dizer que se ele tivesse ativado mais uma vez eu...
- Teria ficado super poderoso, até aumentando sua estatura e força também. j**k, você tem uma incrível habilidade de regeneração e adaptação celular, por isso você nunca fica doente ou praticamente nada te abala, suas células simplesmente superam qualquer tipo de male.
- Isso seria meu "super poder Armstrong"?
- Os Armstrong são uma família de heróis, não, vai muito além disso. Além do fato dos nanitas terem aceitado seu organismo, o'que por si só já é incrível, você ainda pode manipular sua força interior livremente com a ajuda deles, aumentando sua estatura e força, fora a sua super resistência e durabilidade. Sem contar também a incrível capacidade de adaptação celular, o que o torna imune a praticamente tudo.
- Por que está me dizendo tudo isso? - j**k parecia desanimado.
- Porque é sua responsabilidade j**k, de salvar essa família e vingar sua mãe.
Nessa hora j**k o encarou firmemente.
- É isso o'que Margareth esperava de você, pare Willard, se torne um herói.
Seu pai foi o responsável por todos os desvios e ações, pela morte de várias pessoas incluindo a da sua mãe, ele foi o responsável por injetar os nanitas no seu corpo, ele é o responsável por diversas crises estatais.
- Onde eu encontro ele?
- Agora sim, você está começando a entender não é?
- Vou pôr um fim nessa história de uma vez por todas... pela minha mãe, e todas as vítimas.
Austin deu um sorriso.
- Sendo assim, pegue isso.
E uma parede se abriu ao lado, dentro dela havia um equipamento.
- O que é isso?
- Por enquanto é apenas um protótipo, um equipamento que desenvolvemos que duplica sua força.
O equipamento era um colete de titânio com braceletes e luvas.
- Pegue isso j**k, e use com sabedoria, por ainda ser um protótipo, pode apresentar algumas falhas, mas nada que comprometa a sua vida.
- Pode deixar.
- Também já está padronizado com a localização de Willard.
E um funcionário entra na sala:
- Sr Piwbrins, seu helicóptero já está pronto.
- É Sr Armstrong agora, muito obrigado.