Capítulo 22

833 Palavras
🎣 O Lago, o Maiô e o Despertar da Autoconfiança ​Com o pacto de paciência selado, o humor no chalé mudou. A tensão deu lugar a uma euforia controlada. Alex e Alan, agora parceiros na missão de cortejar Alicia, se revezavam em atenção, garantindo que ela se sentisse amada e, acima de tudo, vista. ​Para selar o clima, eles decidiram explorar os arredores. O caminho até o pequeno lago atrás da casa era uma trilha de cascalho e pinheiros, e a caminhada foi cheia de descobertas. ​Alan, o prático, tinha trazido um kit de pesca e se propôs a ensiná-la. "Você precisa de paciência, Chef. E de um pulso firme," ele instruiu, segurando a mão de Alicia para guiá-la no movimento do arremesso. Seu toque era profissional, mas a proximidade era íntima. ​Enquanto Alicia se concentrava no caniço, Alex, encostado em uma árvore, a observava com um sorriso felino. ​"Sabe, Alan," Alex comentou, a voz grave cortando o ar como um bisturi, "a concentração dela é quase tão bonita quanto a sua boca. Estou curioso para saber se ela faz aquele bico fofo quando está concentrada no sabor de um prato." ​Alicia virou-se para ele, o rosto em brasa. "Delegado!" ​"O quê? Estou apenas fazendo uma observação sobre suas habilidades culinárias e... de pesca," ele se corrigiu, mas o brilho em seus olhos denunciava a mentira. Alex a desarmava com a audácia, forçando-a a encarar a atração. ​O almoço, simples e delicioso (sanduíches preparados com pão e ervas de Alicia), foi feito à beira do lago. O sol estava quente o suficiente para inspirar a próxima ideia. ​"A água parece incrível," Alan sugeriu, tirando a camisa sem qualquer cerimônia. Seu corpo atlético de médico era forte e equilibrado. "Que tal um mergulho?" ​Alicia hesitou. A insegurança era sua velha amiga. Seus cabelos ruivos e pele muito branca, que ela tentava esconder sob roupas de chef, faziam-na sentir-se exposta. Ela tinha um corpo pequeno, e a ideia de se despir na frente dos dois homens experientes a aterrorizava. ​"Eu... eu não sei," ela murmurou, abraçando os braços. "A água deve estar gelada." ​"Bobagem," Alex disse, já tirando a própria camiseta. O corpo de Alex era pura potência, músculos definidos de quem exigia respeito. Ele parecia uma estátua grega. "A água está perfeita. Se você não quiser nadar, eu te levo. E prometo te manter aquecida." ​O olhar dele era direto e desinibido. Ele estava desafiando o medo dela. ​Alicia sabia que não podia recuar. Ela tinha feito um pacto para descobrir o desejo. Isso incluía seu próprio corpo. Ela foi para trás de uma moita e trocou de roupa rapidamente. ​Seu maiô era um modelo simples, de uma peça, em um verde profundo que realçava seus olhos. Ao sair, ela sentiu o rubor da vergonha cobrir cada centímetro da pele pálida. Ela era pequena perto deles, e sentia que cada detalhe de seu corpo estava sendo dissecado. ​"Meus deuses, Chef," Alex disse, deixando de lado sua pose de autoridade por um segundo de genuína admiração. Ele se aproximou, e seus olhos verdes se fixaram no maiô verde e nos cabelos ruivos que pareciam fogo contra o sol. ​"Você é... etérea," Alan sussurrou, a voz cheia de reverência. Ele se aproximou e, gentilmente, tocou o cabelo dela, afastando-o de seu ombro. "Sua pele é porcelana, Alicia. E seus olhos... eles são como esmeraldas. Não há nada para esconder." ​"Eu só sou muito... branca. E pequena," ela confessou, a voz quase inaudível. ​Alex deu um passo à frente, interpondo-se sutilmente entre ela e Alan. Ele olhou profundamente em seus olhos. ​"Você não é pequena, Alicia. Você é delicada. E essa pele branca, seus cabelos de fogo, seus olhos de joia... Isso te torna rara," ele disse, a voz cheia de autoridade. Ele estava emitindo um comando: Aceite sua beleza. ​Sem dar tempo para ela responder, Alex a pegou no colo com uma facilidade surpreendente e caminhou direto para o lago. ​"Delegado!" ela gritou, agarrando-se a ele por instinto. ​"Sem tempo para pensar demais, Chef," ele sorriu. E então, ele entrou na água fria. ​O choque da temperatura a fez gritar, mas Alex a segurou firme, envolvendo-a em seus braços poderosos. Alan, rindo, mergulhou ao lado deles. ​Alicia, suspensa entre o corpo forte e o desejo aberto de Alex e o carinho seguro de Alan, sentiu algo se dissolver dentro dela. Não era apenas a água fria. Era o medo. ​Ela estava ali, vulnerável em seu maiô, com seus defeitos autoimpostos à mostra, e eles a viam como a coisa mais bonita do mundo. ​"Eu me sinto... viva," Alicia confessou, recostando a cabeça no ombro de Alex. Alan nadou para o lado dela e tocou sua mão, fechando o círculo de carinho e paixão. ​O fim de semana da descoberta havia se tornado o fim de semana da aceitação.
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