🔥 O Beijo do Desejo e o Pedido de Paciência
Alicia sentiu a pulsação do coração em seu pescoço. O beijo de Alan tinha sido a prova de que ela estava segura. O olhar de Alex era a promessa de que ela estava viva. Ela não queria mais se esconder atrás do medo.
Com a respiração engatada e o anel brilhando em seu dedo como um farol, ela levantou o queixo.
"Delegado," ela sussurrou, a voz surpreendentemente firme. "Eu sei o que você é. Eu quero saber como é. Eu dou a minha permissão."
Alex moveu-se. E não foi uma aproximação lenta. Ele eliminou a distância entre eles com um passo decidido e levou as mãos grandes e quentes para o rosto de Alicia. Ele a segurou com firmeza, mas com a precisão de quem estava ciente do frágil tesouro que estava tocando.
Os olhos de Alan estavam fixos neles, pronto para intervir se a tensão no corpo de Alicia demonstrasse qualquer sinal de pânico. Ele era o porto seguro, o plano B. Mas Alicia estava determinada a dispensar a emergência.
O beijo de Alex foi o oposto exato do de Alan. Foi uma explosão controlada. A boca dele buscou a dela com uma necessidade profunda. Não houve suavidade introdutória; houve o calor imediato, o cheiro de café e menta da manhã misturado com o perfume amadeirado e masculino dele. Ele explorou o lábio inferior dela com uma pressão que a fez arfar, e nesse som, ele aprofundou o beijo.
A intensidade a atingiu como uma onda. Não era agressivo; era avassalador. O corpo de Alicia estremeceu, mas não de medo; era de uma atração que ela nunca soubera que existia. Ela sentiu as pernas enfraquecerem, e instintivamente levou as mãos à camisa de Alex, agarrando o tecido.
Quando Alex finalmente se afastou, seus olhos estavam quase negros de desejo, e sua respiração estava ofegante. Ele estava visivelmente abalado.
"Alicia," ele murmurou, a voz rouca, cheia de um arrependimento súbito. Ele tirou as mãos do rosto dela, recuando um passo. "Me desculpe. Eu te avisei que eu sou muito..."
Alan, sem dizer uma palavra, se aproximou por trás de Alicia. Ele não tocou Alex, mas envolveu Alicia em um abraço por trás, apoiando o queixo em seu ombro e a ancorando. O calor e a leveza de Alan acalmaram o tumulto elétrico que Alex havia provocado.
Alicia levou a mão ao peito, ainda ofegante, sentindo a combinação do fogo de Alex à sua frente e a terra de Alan a envolvendo. Ela estava apaixonada. Pelos dois.
Ela se virou parcialmente no abraço de Alan e olhou para Alex.
"Delegado, não se desculpe," ela disse, lutando para encontrar as palavras. "Eu senti... eu senti o que você sente. É muito. É intenso. Mas... é o que eu preciso sentir para ter certeza de que estou no controle."
Ela apertou a mão de Alan, que a segurava, e então olhou nos olhos de Alex com toda a sua coragem recém-descoberta.
"Eu não vou fugir," ela afirmou. "Eu estou aqui neste chalé com vocês. Eu usei o seu anel. Alan, o seu beijo me curou. Alex, o seu beijo me despertou. Eu estou apaixonada por vocês dois. Pelo delegado sério e protetor e pelo médico gentil e atencioso."
Ela soltou o abraço de Alan, mas manteve a mão dele, enquanto com a outra, tocou o braço de Alex.
"Eu quero viver esse sentimento. Eu quero que o 'namoro sério e como manda o figurino' seja... com você," ela tocou Alex, "e com você," ela tocou Alan.
"Mas vocês terão que ter paciência comigo," ela concluiu, o olhar firme. "Vocês já têm a minha permissão. Vocês têm o meu compromisso. Mas eu preciso ir no meu tempo. Nada de pressão, nada de pressa. A descoberta vai ser lenta. Vocês aceitam?"
Alex e Alan trocaram um olhar que ia além das palavras: era uma aliança, um acordo de cavalheiros feito no calor da cozinha. Eles tinham o anel, eles tinham a promessa, e agora tinham a missão: conquistar o coração e o corpo de Alicia, um passo de cada vez.
"Sim, Chef," Alex respondeu, sua intensidade agora temperada por uma nova dose de ternura.
"Nós aceitamos," Alan ecoou, o carinho em sua voz era um bálsamo.
O 'Dia da Verdade' não era mais sobre uma escolha, mas sobre uma jornada tripla.