— Não quer saber? Ele perguntou, com voz densa, fétida a álcool e ressentimento. — Quer saber o que fiz todos esses meses? Elisa engoliu em seco. Não lhe importava nada. Não desviou o olhar da mão que ele tinha no bolso. A arma. Já a tinha visto. — Nestes meses cheguei a uma conclusão. Onde a minha vida começou a desmoronar? E eu percebi. Desde... desde que você me rejeitou. Ele continuou, grunhindo. — Desde aquele m*aldito dia em que você se atreveu a me deixar no altar... Sua voz se elevou. — Você arruinou o meu destino! Ela olhou para ele com silenciosa repulsa. Mas ela não falou, porque não podia provocá-lo. Ele continuou. — Esta vida devia ser minha, está me ouvindo? Ele cuspiu. — Você deveria ser minha esposa! E esse bastardo no seu corpo, meu filho. O seu rosto deformou

