Pré-visualização gratuita Capítulo 1
SOPHIA
Faltavam exatos um mês para o Natal, e eu nunca estive tão ansiosa. Afinal, era a melhor época do ano, e dessa vez seria muito especial para mim, pois eu e os pais da minha melhor amiga entramos como colaboradores em um Natal beneficente extremamente importante aqui em Nova Iorque. Eu estava me sentindo extremamente realizada com esse feito.
Embora esse ano eu tivesse passado por vários altos e baixos, sinto que será um fim de ano inesquecível, que irá fechar este ano de uma forma totalmente inimaginável e surpreendente.
- Já se arrumou, Sophia? – ouço a porta abrir e Ayla entrar
- Estou terminando! – grito de volta. – O evento não iria começar às oito? Por que a pressa?
- Porque eu tenho que te apresentar aos outros colaboradores, não é amiga? Sem contar que não podemos chegar atrasadas, então se apresse! – ordena ela impaciente descendo para a sala onde me esperaria.
Acabo de me arrumar e me maquio, calço o meu salto alto e, logo em seguida, desço as escadas. Onde vejo minha amiga que me esperava sentada no sofá da sala e fica boquiaberta ao me ver.
- Meu deus, é um evento, não uma premiação em Paris, Sophia! – Fala ela boquiaberta.
- Meu deus, eu exagerei? Se sim, mil perdões, eu me troco...
- Não! Você está perfeita assim – responde ela dando-me um abraço.
- Estão prontas meninas? – questiona o pai dela gritando do lado de fora.
- Sim! – gritamos em uníssono, indo para fora.
- Vocês estão lindas – elogia Sr Dean com um sorriso no rosto ao nos vê.
Retribuímos o sorriso e seguimos em direção ao carro dele, a viagem não foi muito longa, afinal o prédio não era muito longe dali. Era um espaço amplo e aconchegante, extremamente lindo e decorado.
De início não haviam muitas pessoas no local, mas depois que os minutos foram passando o lugar ficou muito cheio, perdi a conta da quantidade de pessoas que Ayla me apresentou e já estava cansada. Quando julguei ter terminado ela me puxa pelo braço em direção a um homem alto e loiro que estava não muito longe da gente.
- Este é Pietro , o nosso papai Noel – afirma sorridente e eu fico confusa.
- Papai Noel? – indago duvidando – O papai Noel é um velho Ayla como ele vai ser o papai Noel assim? – questiono e ele dá uma risada.
- Nada que uma fantasia não resolva, mas vou levar como um elogio a sua surpresa – afirma tomando um drink.
- Mil perdões a minha amiga é muito sincera, acho que vocês vão adorar um ao outro e terão que trabalhar juntos também então vão se conhecendo.
- Ayla fala saindo de perto da gente.
Até tento acompanhar ela mas seria uma falta de educação enorme deixar ele sozinho, então seguimos até uma das poltronas e sentamos um ao lado do outro, começamos a conversar um pouco sobre o evento e ele era surpreendentemente legal.
- Então quer dizer que além de ser o papai Noel você é o dono da fábrica de brinque... – ele dá um aperto na minha coxa me fazendo parar de falar.
- Preciso que guarde segredo por favor. Não quero que me olhem diferente só por causa da minha condição financeira – Ele pede preocupado.
- Ok, eu irei guardar segredo. Mas por que decidiu se fantasiar e doar só agora? – questiono curiosa
- Quem disse que comecei só agora? Antigamente eu doava também só não na mesma quantidade que agora. Sem contar que a causa do evento é extremamente nobre e me tocou, me senti obrigado a ajudar e agora vejo que valeu muito a pena – ele fala me olhando.
- Realmente as crianças vão ficar muito felizes – Eu digo olhando para outro lado. Aqueles olhos azulados estavam me penetrando de uma maneira tão estranha que eu nem sei dizer o que estava sentindo nesse momento.
- Não só eles, eu também estou muito feliz – Ele diz e eu viro meu rosto para o dele que sorri com o meu olhar. E de repente eu ouvi Ayla conversando com a dona Bruna.
- Pelo visto o Pietro e a Sophia estão se entendendo muito bem filha – escuto a dona Bruna dizer e olho em direção a mesa delas por alguns segundos que eram quase ao lado da minha.
- Eu sei mãe! Eles tem muito em comum e já estava passando da hora da Sophia arrumar alguém a altura dela – Ayla afirma animada e eu juro que vou matar essa garota por ter planejado esse encontro entre mim e Pietro.
- Será mesmo que vai evoluir para algo a mais filha? – questiona dona Bruna preocupada.
- Eu tenho certeza absoluta que vai mãe, pode confiar em mim. Depois dessa noite esses dois nunca mais vão se separar – afirma brindando com a senhora e eu me assusto pela certeza que Ayla tem que vai acontecer alguma coisa entre mim e Pietro. Eu n**o com a cabeça e volto a prestar atenção na conversa de Pietro.
- O que está achando daqui Sophia?
_ Muito legal, fazia tempo que eu não vinha em um local como esse.
- Fico feliz que você esteja gostando. – ficamos mais um tempo conversando e depois que o evento acabou ele se ofereceu para me levar pra casa, digo para ele onde eu moro e ele coloca no GPS do carro e da partida logo em seguida. O caminho até lá, nós ia conversando até que ele me pergunta.
- Onde você mora mesmo? – questiona Pietro olhando o GPS .
- Perto da saída da cidade por que? – questiona preocupada.
- A saída está interditada, sem contar que vai nevar então é muito arriscado você ir para lá – fala ele preocupado vendo as imagens no GPS.
- É onde eu vou dormir? Acho que a Ayla já foi embora – falo preocupada, pós quando saímos do local do evento eu não tinha visto mais a minha amiga e só tinha algumas pessoas no local que eu não conhecia.
- Você pode dormir comigo, meu apartamento é naquele prédio só alguns passos daqui – aponta ele olhando para mim.
- Não sei se é uma boa ideia... Falo mordendo o meu lábio inferior enquanto eu penso no que fazer.
- Está com medo que eu vá fazer algo com você? – questiona indignado.
- Sim. Eu acabei de te conhecer, não sei do que você pode ser capaz.
- Eu não vou fazer nada que você não queira, pode ficar tranquila – conforta ele com as mãos no volante enquanto me olha com um olhar penetrante- Apesar que vai ser difícil resistir a você, mas eu prometo que me seguro.- ele fala olhando para minha boca e em seguida humedece os seus lábios e eu não sei o que deu em mim que falei sem pensar nas consequências depois, apenas estava agindo pelo momento.
- E se eu não quiser que você se segure? – Digo o puxando pela gravata fazendo nossos rostos ficarem bem próximos e Pietro não resiste e me puxa para um beijo, tomando os meus lábios com os seus, e sinto meu corpo pegar fogo, ao sentir aquele corpo que me atraiu desde o momento que o vi e só nos separamos quando estávamos com falta de ar.
- Então! Você aceita ficar comigo? – Ele pergunta e sorri logo em seguida e eu sei que ali tinha um duplo sentido ... Que sorriso lindo ele tem.
- Será um prazer.— Falo piscando o olho para ele
— Vamos sair daqui.- ele fala e eu assinto com a cabeça e ele dirigi rapidamente até o prédio onde ele mora, chegando lá ele estaciona o carro no estacionamento e ele me ajuda a descer, e assim que entramos no elevador ele me puxa pela cintura e me beija enquanto sinto uma de suas mãos descer para perto da minha b***a e ao chegar lá ele dá uma leve apertada nela me fazendo ir a loucura.
- Hmmm – gemo e ele começa a beijar o meu pescoço.
- Você me permite...— Ele pede permissão para tocar meu corpo com mais vontade
- Por favor... – ordeno e ele fica boquiaberto.
- Seu desejo é uma ordem querida -Ele dá um aperto mais forte.