Ausência

1601 Palavras

Saymon despertou abruptamente, como se uma mão invisível o arrancasse de um sono pesado e sem sonhos. A consciência voltou aos poucos, em fragmentos tênues que se dissipavam ao toque da realidade. Não havia som. Nenhum movimento. Apenas a ausência — essa presença silenciosa, que tomava conta do quarto como uma névoa fria e persistente. Abriu os olhos, e antes mesmo que o raciocínio acompanhasse, o corpo sentiu o vazio. O espaço ao seu lado na cama estava frio, e o lençol amassado carregava apenas o calor residual de quem partira há pouco. Era como se ela tivesse evaporado, deixando para trás não rastros, mas lembranças. Ele estendeu a mão instintivamente, como se pudesse encontrá-la ali, talvez dormindo de bruços, com os cabelos espalhados sobre o travesseiro, ou com as pernas levemente d

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