O quarto ainda carregava os vestígios da paixão que tomara conta deles. O ar estava pesado, cálido, repleto do perfume misturado de pele e desejo. As sombras projetadas pelo luar que atravessava as janelas semicerradas dançavam sobre os lençóis amassados, criando um cenário quase irreal — como se o tempo tivesse se dobrado sobre eles e o mundo, lá fora, fosse apenas um sussurro esquecido. Claire estava deitada ao lado de Saymon, com os corpos ainda entrelaçados, exaustos e silenciosos. O peito dele subia e descia lentamente, e o calor de sua pele contra a dela era a única âncora entre a realidade e o sonho. Saymon esticou o braço, puxou o lençol e a cobriu com cuidado, trazendo-a para mais perto, num gesto involuntário de proteção. Claire se encaixou sem hesitar, como se aquele lugar — o

