Saymon e Claire voltaram para a suíte onde tantas noites haviam começado com contratos e terminadas em suor e silêncio. Mas aquela noite estava distinta, como se aquela fosse a primeira vez de verdade. Como se tudo antes tivesse sido apenas uma dança de aproximação, e agora, finalmente, os corpos estivessem prontos para falar o que a boca ainda não ousava dizer. Claire entrou primeiro. O som de seus saltos ecoou brevemente sobre o mármore do chão. Largou a clutch sobre a mesa de centro, o som sutil do fecho tocando a madeira. Atrás dela, Saymon fechou a porta com um clique suave. O perfume dele, amadeirado e levemente cítrico, preencheu o ar, invadindo os sentidos de Claire como um feitiço inevitável. Ela sentiu a aproximação antes de vê-lo. Sentiu o calor de sua presença tocando suas co

