O elevador subia como se deslizasse por um fio invisível, cortando os andares com uma suavidade quase mágica. Dentro daquela caixa de espelhos e silêncio, o tempo parecia suspenso, como se o mundo lá fora tivesse sido engolido pela noite e pelas luzes que piscavam na cidade lá embaixo. No painel digital, a palavra "cobertura" brilhava em âmbar, como um farol chamando-os para o topo — ou talvez para o abismo. Claire observava seu próprio reflexo, tentando reconhecer-se sob camadas de elegância e autocontrole. O vestido azul-marinho era mais do que tecido e costura; era uma armadura sedosa, moldada ao seu corpo com elegância e discrição. Cada detalhe havia sido pensado para torná-la desejável sem ser ousada, visível sem ser invadida pelos olhares alheios. Ao seu lado, Saymon mantinha sua p

