Era como se o tempo tivesse parado naquele quarto iluminado por luzes suaves e cheio de espelhos que refletiam mais do que apenas rostos. Claire estava sentada, imóvel, enquanto mãos ágeis e experientes dançavam ao redor dela, escovando seus cabelos castanhos com uma precisão meticulosamente artística. Cada fio era ajeitado como se estivesse sendo moldado para um retrato eterno — solto, mas controlado; selvagem, porém perfeitamente domado. O resultado era uma cascata sedosa que emoldurava seu rosto como um véu delicado, realçando suas maçãs salientes e os olhos amendoados que, naquela noite, eram levemente marcados por traços sutis de lápis preto. A pele, uniforme como seda acetinada, brilhava discretamente sob a luz. Os lábios, pintados de um rosa pálido, pareciam sussurrar algo que ela

