O dia parecia rodopiar em torno de uma única palavra: controle. Saymon era mestre nisso — não apenas por escolha, mas por necessidade. Cada gesto seu, cada pausa, cada olhar carregava o peso de quem sabia que o mundo podia desmoronar se algo saísse do lugar. E assim, após um café da manhã repleto de sorrisos cerimoniais e silêncios inevitáveis ao lado dos pais, ele retornou à empresa pouco antes das nove horas, como se o tempo também lhe fosse submisso. No elevador, o espelho refletia não apenas seu rosto, mas um homem que havia aprendido a esconder-se dentro de si mesmo. O silêncio ali era quase sempre sagrado, como se o próprio prédio respeitasse sua quietude. Ao entrar na sala, tudo parecia... diferente. Menos frio, talvez? Menos seu? Seus olhos pousaram sobre a estante lateral, ond

