As Linhas Que Ele Não Cruza

1127 Palavras

Chegaram à suíte presidencial do hotel quando a madrugada já tocava suas últimas horas. A cidade dormia sob um manto espesso de silêncio e luzes trêmulas, como estrelas caídas em terra firme. O elevador os deixara no andar de sempre, onde o luxo e a discrição caminhavam lado a lado, discretamente entrelaçados. Nenhum dos dois trocou palavra durante o percurso do carro até a suíte. Não havia necessidade. O cansaço os envolvia como uma névoa invisível, mas era o que pairava entre eles — corações acelerados, palavras não confessadas, gestos vividos com intensidade nas horas anteriores — que tornava o ar opressivo, como se cada respiração contivesse um segredo. Saymon manteve o cartão na mão ao destrancar a porta, empurrando-a com a mesma calma que o acompanhava sempre que precisava ocultar

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