Sob a Seda, o Coração

1117 Palavras

O quarto ainda estava mergulhado em penumbra quando Claire despertou. A madrugada se dissipava devagar, como se tivesse vergonha de partir. A luz fraca das primeiras horas da manhã desenhava sombras leves nas paredes, contornando os móveis com traços tênues. O silêncio da suíte era quase sagrado, quebrado apenas pelo zumbido discreto do ar-condicionado e pelo murmúrio abafado do tráfego distante, como uma respiração baixa da cidade adormecida. Claire piscou algumas vezes, ajustando-se à realidade após o sono leve e fragmentado. Sentou-se lentamente na cama imensa, sentindo o colchão ceder sob seu peso. O lençol deslizou por seus ombros expostos, revelando a pele marcada por toques recentes, lembranças vivas da noite anterior. Dor e prazer ainda dançavam sob sua pele, misturados com as c

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