Sentados na grama, lado a lado, Claire e Saymon compartilhavam um daqueles raros momentos em que o tempo parece suspenso. O silêncio ao redor era envolvente, quebrado apenas pelo canto suave dos pássaros e o farfalhar preguiçoso das folhas ao sabor da brisa. O sol, antes forte, tornava-se agora gentil, tingindo o entardecer com tons dourados que dançavam sobre seus rostos. Claire, com um sorriso brincalhão, virou-se de repente para ele — como se uma ideia tivesse surgido do nada. Com Claire, no entanto, nunca se sabia ao certo o que era improviso e o que era meticulosamente arquitetado. — Você tem uma caneta? — perguntou, com um brilho travesso no olhar. Saymon arqueou uma sobrancelha, surpreso. Tocou os bolsos do paletó e, com o gesto de quem repete um hábito antigo, retirou uma caneta

