Saymon Ferraz não sabia como havia permitido aquilo. Talvez fosse o olhar de Claire — firme, provocativo, inquietantemente calmo. Ou talvez fosse o cansaço de viver num mundo onde tudo era controle, previsibilidade e estratégia. Quando se deu conta, já estava caminhando com ela por entre as árvores, afastando-se da casa, do concreto, do mundo que dominava com tanto orgulho. Claire parou à sombra de uma árvore imensa, o tronco grosso e áspero como se guardasse segredos antigos. Encostou-se ali, erguendo o rosto para ele com um brilho desafiador nos olhos — um convite silencioso. Ela queria que ele deixasse a armadura cair, mesmo que por apenas um instante. — Certo, agora vamos fazer algo simples — disse ela, com um tom leve, mas firme. Saymon cruzou os braços, desconfiado. O paletó perfe

